A abertura de concurso público para intervenção num edifícios que contemplam a área onde vai ser construída a Pista de Cross Country Olímpico (XCO), na Curia, foi, na manhã de ontem, 20 de junho, aprovada em reunião do executivo municipal de Anadia. Na mesma sessão, os autarcas foram ainda questionados, por um municípe, sobre o facto dos sobrantes das árvores terem que ser entregues nos estaleiros do Município e não levantados como acontece com os “monos”.

Nos próximos dias será aberto um concurso público, que foi ontem aprovado por unanimidade, para a alteração de um edifício, dos três existentes no local, na pista de XCO, uma infraestrutura a implantar na Curia, que servirá também de extensão ao Centro de Alto Rendimento de Anadia / Velódromo Nacional, situado em Sangalhos.

A estrutura que irá a concurso será para uma obra de adaptação de um edifício para balneários e uma zona de recepção, cujo o preço base é de noventa e dois mil euros (acrescido de IVA) e o prazo de execução de cinco meses.

A construção da pista de XCO conta com o apoio da Federação Portuguesa de Ciclismo, cujo os traçados ficam a cargo desta entidade, cabendo à autarquia as infraestruturas. Sobre isto, e em relação a um outro concurso para conclusão de intervenção de outro edifício, Teresa Cardoso, presidente da Câmara de Anadia, disse, esta quarta-feira, que ficou “deserto”, apesar de ter tido muitos concorrentes. “Parece que a economia está a crescer e todos superaram o preço base”, disse a edil, garantindo que “o mercado está a exigir outros preços e os concursos têm preços muito baixos”.

“O projeto da pista de XCO foi elaborado de acordo com os regulamentos da União Ciclista Internacional e demais normativas internas da Federação Portuguesa de Ciclismo, e tanto a localização como o traçado obtiveram parecer prévio favorável do Instituto do Desporto de Portugal”, explica, em comunicado, a autarquia, garantindo que “depois de concluída, esta infraestrutura reunirá todas as condições necessárias para acolher grandes competições internacionais, assim como estágios de diferentes equipas e seleções. Por outro lado, a pista ficará dotada de condições para a iniciação/formação em ciclismo, podendo receber jovens praticantes desde o escalão etário do primeiro ciclo”.

Também à reunião pública da autarquia se deslocou César Silva, residente na Curia, manifestando-se insatisfeito por ter tido conhecimento, após uma necessidade pessoal, de que as ramagens das árvores têm que ser levadas ao estaleiro municipal e não recolhidas como acontece com os “monos”.

“Se eu tivesse colocado os ramos ao pé do lixo, já estavam recolhidos”, declarou o munícipe, afirmando discordar “da maneira como estes assuntos são tratados, numa altura tão crítica”.

A presidente da autarquia alegou falta de recursos, explicando que “os ‘monos’ recolhidos são vendidos em hasta pública”, mas que o mesmo não acontece com os sobrantes verdes. “Recebemos nas nossas oficinas, mas depois também os temos que entregar em outros locais, representando custos para a Câmara, que não chegam aos munícipes. O mesmo acontece com os resíduos de entulho, em que o Município também os tem que entregar”, disse a autarca, garantindo que “a dificuldade que existe no setor dos verdes é mesmo a da recolha”.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Imagem de capa: Município de Anadia