O artesanato volta a ser um dos grandes pilares do evento, com a presença de cerca de uma centena de artesãos oriundos de todo o país, a expor e a trabalhar ao vivo, representando o melhor da tradição e da criatividade nacional. A Feira, recorde-se, está classificada há três anos como Feira de Artesanato Nacional pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional.

Dos cerca de cem artesãos presentes, vinte por cento são do concelho da Mealhada – nomeadamente, Agulha Tricotadeira bonecos em tecido,  AME Bijuteria, artesanato em madeira com Carlos Oliveira,  Cristalena Bijuteria, Floroarte Madeira e Bambu, Galeria da São Rendas e Bordados, Flores de Madeira, Ilda Mota Plantas e Suculentas, Kutcha KIP Bonecos e bijuteria -, sendo o restante artesanato oriundo de vários pontos nacionais, tais como, Bragança – José das Pedras Pedra de Sabão e  Mascaras Leonardo Maia Máscaras artesanato variado; Faro; Caminha; Viana do Castelo; Ponte de Lima; Barcelos – com cerâmica figurativa de Daniel Alonso, Carlos Dias Figurado e os Irmãos Baraça Cerâmica Figurativa; Braga – HP Cutelaria de Autor e Joaquim Felgueira de Sousa Artesanato em Madeira; Guimarães – Agostinho Silva Pinto Joalharia; Vila Nova de Gaia – Luís Santos Cerâmica; Porto; Póvoa do Varzim – Aurora Handmade Tricot Artesanal; Espinho; Matosinhos; Felgueiras; Marinha Grande – Vitor & Fátima Palhinha Artesanato de vidro e cristal de cores; Caldas da Rainha; Mafra – José Luís Pires Cerâmica Figurativa; Setúbal; Viseu; Castelo Branco; Leiria – Galeria Francisco Pereira Galeria de Arte; Aveiro – Olaria Felica Cerâmica; Coimbra; Alenquer; Torres Vedras – Margarida e Fernando Sarzedas Cerâmica/Figurativo; Nisa – Joaquina Esteves Bordados; Monforte – Carola & Borralho Artigos em Pele; Estremoz – Bonecos de Estremoz Cerâmica Figurativa; Olhão; e Faro –  Margarida Palma Gomes Cerâmica Creativa e José Vitorino – AZ Barradas Fibras vegetais, instrumentos musicais e brinquedos.

Das máscaras transmontanas aos brinquedos tradicionais em madeira e lata, vestuário de seda e lã, cutelaria, madeiras e figurados, entre muitos outros, a Feira volta a ter o selo de qualidade do Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, única entidade nacional que faz a certificação de artesãos, que lhes permite ter acesso à respetiva carta ou unidade produtiva.

Quando questionado sobre a aposta numa feira de artesanato em detrimento de uma mais comercial ou empresarial, António Jorge Franco, presidente do Município da Mealhada, é perentório: «A Feira de Artesanato e Gastronomia tem uma identidade própria e isso deve continuar a ser preservado. O artesanato representa autenticidade, tradição, criatividade e uma ligação muito forte ao território e à cultura portuguesa, algo que queremos continuar a afirmar. É também uma oportunidade de valorizar quem trabalha e mantém vivas muitas destas artes».

Um dos pontos fortes do artesanato estará ligado à cerâmica. Do Algarve virá Margarida Palma Gomes com a sua «cerâmica criativa». «Tenho vindo a participar nesta feira, há já alguns anos, e gosto muito da zona, em especial do Luso e do Bussaco, do convívio entre colegas e do tratamento que nos é dado pelo Município e pelas pessoas que nos recebem», congratula a artesã, que trabalha para um público específico, muito ligado ao colecionismo. «Para esta feira levo sempre barro para faz algumas peças mais pequenas, que deem para regressar ao Algarve se eventualmente não as vender», diz.

De Santa Maria da Feira estará presente Pedro Riobom, pelo quarto ano. «Estamos nesta feira pela amizade com a Autarquia e temos acompanhado o seu progresso, no que toca ao público, em que falamos com pessoas de Coimbra, Porto e Lisboa, mas também ao nível das vendas. Levo inclusivamente peças que já me encomendaram de lojas de Coimbra, que irão à Feira buscá-las», enaltece.

De mais perto estará a AME Art Jewelry, que estará na Feira pela segunda edição. «Como já participo no Mercado de Natal da Mealhada há cinco anos e corre sempre muito bem, fez todo o sentido apostar também neste certame para continuar próxima do público da região», disse a mentora da marca, explicando que o diferencial desta Feira, relativamente a outras, «é o trabalho ao vivo. As pessoas não vêm apenas a bijuteria em argila polimérica já pronta, conseguem também ver o processo criativo e com isso há uma grande valorização do meu trabalho». «As expectativas estão altas e vários clientes do Mercado de Natal e da Feira do ano passado já me contactaram a perguntar se vinha este ano. Espero repetir o sucesso, rever o público e surpreender com peças novas», declarou.

 

Mónica Sofia Lopes