«Em equipa que joga bem, não se mexe», parece ser a premissa dos órgãos sociais da Associação Comercial e Industrial da Bairrada e Aguieira, recentemente eleitos para o biénio 2026-2028, onde houve pequenas alterações face à anterior, pretendendo-se, acima de tudo, manter «a situação muito boa (da associação), à qual se tem que dar continuidade». Para o futuro, a ACIBA tem previstos, para os próximos dois anos, projetos estratégicos já aprovados, em áreas de formação-ação e Impulso PME (abrangendo consultadoria, formação e transição digital), que representam cerca de um milhão de euros de investimento nas empresas e 50 mil horas de formação.

Com incidência nos concelhos da Mealhada, Mortágua e Penacova, a ACIBA tem atualmente uma situação financeira equilibrada. «Apesar de não termos tido, durante dois anos, projetos aprovados por fundos comunitários, devido ao processo de transição, o exercício de 2025 terminou com um resultado líquido positivo de 31 mil euros, sem utilização de financiamentos bancários, apesar de termos um valor aprovado», começou por dizer Sofia Martins, vice-presidente para a área industrial, em representação da Success4Purpose, Lda., explicando ainda que as receitas da associação são provenientes de protocolos, nomeadamente com câmaras municipais, quotas e serviços prestados.

Nas principais atividades do último ano, os números demonstram que, através do Gabinete de Inserção Profissional, a ACIBA realizou 32 ações de informação coletiva, efetuou 538 encaminhamentos para emprego e alcançou 20 colocações efetivas. No que toca ao apoio ao empreendedorismo foram acompanhados 14 empreendedores, sendo que destes foram aprovadas dez candidaturas. «2026 promete vir a ser um ano igualmente bom, uma vez que em junho já tínhamos 14 candidaturas de empreendedorismo aprovadas», enalteceu Sofia Martins, desvendando que a Tômbola de Natal, dos Municípios de Mealhada e Mortágua, representou 146.100 senhas distribuídas e envolveu 263 estabelecimentos comerciais.

Para o futuro próximo, os projetos estratégicos previstos passam pela Formação-Ação e o Impulso PME, virados «para a inovação, qualificação e aumento da competitividade das pequenas e médias empresas, representando quase um milhão de euros de investimento, 50 mil horas de formação à medida e conhecimento que ficará disponível nas empresas e na região». «Os desafios atuais passam pela necessidade de reforço da literacia financeira, sobretudo nas micro e pequenas empresas; paralelamente, ganha crescente relevância a integração de princípios de ESG (Environmental, Social and Governance) na gestão empresarial», acrescentou ainda Sofia Martins que, corroborada pelo presidente da direção da ACIBA, Carlos Couceiro, da Measindot Engineering, Lda., e Joaquim Rodrigues, vice-presidente para as áreas comercial, agricultura, restauração e serviços, em representação da ChurraRocha, Lda., admitem a vontade de gerir o Espaço Inovação, onde a ACIBA está desde a sua abertura. «Já demonstramos este desejo, formalmente, à Autarquia e muito gostaríamos de dinamizar este espaço, com empresas instaladas sob o pagamento de um valor residual. Não nos podemos esquecer que daqui já saíram empresas Gazela e PME Excelência».

Quando questionados sobre as maiores dificuldades no concelho da Mealhada, Carlos Couceiro e Joaquim Rodrigues são perentórios: «Precisamos de terrenos industriais. A falta de solo industrial é o que mais condiciona o crescimento e o desenvolvimento de um concelho e, concretamente na Mealhada isso sente-se muito. Precisamos que as empresas se instalem e de pessoas a trabalhar e a descontar».

 

Comemoração dos 25 anos será em março de 2027

Em março de 2027, a ACIBA (que nos primeiros anos foi ACIM e abrangia apenas o concelho da Mealhada) assinalará os seus 25 anos com um evento que está a ser trabalhado, mas que pretende «expressar gratidão aos empresários e a quem esteve nos órgãos sociais da associação».

Na ocasião, será ainda apresentada uma nova imagem corporativa e um site, numa altura em que a associação conta com cerca de 250 associados entre sócios honorários, efetivos (com direito a voto em assembleia-geral) e particulares.

«A nossa visão é simples: queremos ser uma associação próxima das empresas, conhecedora da realidade do terreno e capaz de transformar as necessidades dos empresários em soluções concretas», promete a recém direção eleita, que na presidência da assembleia-geral a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo Bairrada e Aguieira e na presidência do conselho fiscal a Funerária Mortaguense Unipessoal, Lda.

 

Mónica Sofia Lopes