A ABC – Escola Profissional realizou, recentemente, no Exploratório em Coimbra, a sua cerimónia de entrega de certificados e de diplomas nas áreas de cabeleireiro e estética, num momento de celebração, reconhecimento e partilha, que reuniu formandos, as famílias, os professores e representantes de diversas entidades.
«Hoje celebramos muito mais do que uma entrega de certificados. Celebramos uma instituição que, ao longo de quase três décadas, tem formado centenas de profissionais de sucesso, preparados para enfrentar os desafios do mercado de trabalho com competência ética e de confiança», começou por dizer Helena Veigas, diretora da ABC – Escola Profissional, afirmando que «a ABC é sinónimo de rigor, qualidade e profissionalismo».
Para além da entrega de diplomas nas áreas de cabeleireiro, barbeiro e esteticista, foram também entregues certificados do programa Erasmus. «Isto não significa somente a participação num programa internacional, simboliza a coragem de sair da zona de conforto, a capacidade de adaptação, a abertura a novas culturas e a aquisição de novas competências pessoais e profissionais que enriquecem cada participante», congratulou Helena Veigas, sendo corroborada por Susana Silva, do Projeto Erasmus +, que defendeu acreditar que «a dimensão europeia é parte integrante e transversal a todas as profissões. Estudo feito diz-nos que entre dois currículos, um aluno que tenha feito Erasmus é esse que é selecionado, porque isso revela muito sobre essa pessoa».
Alberto Barreira, diretor do Departamento de Educação e Saúde da Câmara de Coimbra, referiu que «Coimbra é indiscutivelmente uma cidade do conhecimento, mas também uma cidade educadora, só temos que ser capazes de reter esse talento, para que quem cá estude ou se qualifique, possa ter condições para cá permanecer», declarou, desejando que «Coimbra possa fazer parte do futuro profissional» destes formandos.
«A opção pela via profissionalizante é muitas vezes vista como uma segunda opção e, por isso, assumirem esta escolha é assumirem a verdadeira opção do futuro. Que possam ser portadores desta mudança de pensamento», afirmou Cristina Oliveira, da CCDR Centro, declarando ainda que «o objetivo é atingir-se os 50% da oferta educativa do país, no ensino profissional, o que ainda não acontece, para que assim se possa corresponder às necessidades do mercado e dos empregadores».
«Gostava que vocês fossem também o nosso cartão de visita para puxar mais amigos para formação profissional. A entrega de um diploma é mais do que a conclusão de um curso. É uma valorização, uma aposta na aprendizagem e na procura de novas oportunidades», corroborou também Maria Luís Veiga, coordenadora dos Cursos de Aprendizagem do IEFP, enaltecendo o facto «de os alunos terem chegado até aquele momento, uma vez que a taxa de desistência ainda tem algo relevo».
Para João Pardal, Diretor do Centro de Emprego e Formação Profissional de Coimbra, «a sociedade estará tanto melhor, quanto melhor preparadas estiverem as pessoas e é isso que faz esta escola: dá-lhes conhecimento, dá-lhes ferramentas, ultrapassa dificuldades e com resiliência aqui estamos a testemunhar a entrega destes diplomas».
«Esta escola tem algo muito particular que é ser humanista e inclusiva em tudo aquilo que faz, nunca deixando ninguém de fora e para trás», concluiu João Pedro Gaspar, presidente da direção da Plataforma de Apoio a Jovens Ex-Acolhidos, que garantiu que «mais importante que resultados, é sermos humanos, até porque ser humano é o lugar mais alto onde devemos estar».
A cerimónia contou ainda com fados pelo «Canto a Coimbra».
Mónica Sofia Lopes






















