O artista luso-brasileiro Maninho é o próximo rei do Carnaval da Mealhada. A novidade foi lançada este fim-de-semana, durante o festival Cidade do Samba, que trouxe ao Parque da Cidade da Mealhada centenas de pessoas, que não quiseram perder a atuação das quatro escolas de samba que desfilam no Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada (Amigos da Tijuca, Batuque, Real Imperatriz e Sócios da Mangueira) e de outras três oriundas de várias partes do país (Trepa Coqueiro, de Estarreja; Charanguinha, de Ovar; e A Rainha, da Figueira da Foz).

Phelipe Ferreira, cantor, compositor e guitarrista, que nasceu no Brasil, mas reside em Portugal há duas décadas, será o rei do Carnaval da Mealhada, que se realiza no primeiro fim-de-semana de fevereiro de 2027, onde para além de envergar a coroa (nas tardes de 7 e 9 deste mês e na noite 8), dará um espetáculo na sexta-feira, dia 6 de fevereiro, numa noite que contará também com o grupo Forrobodó e os «disc-jockeys» Bráulio e Maçãs.

No dia seguinte, o palco será de Nuno Bastos e a Associação do Carnaval da Bairrada prevê recuperar o Baile de Carnaval com a banda Fax; na segunda-feira de Carnaval, a festa prossegue com Xandinho; e na última noite de Carnaval, para além de pagode com «Tá no Sangue» e o dj mister White, a noite terá como ponto alto a divulgação dos resultados do Concurso de Escolas de Samba.

Mas a festa começa em janeiro, nos dias 30 e 31, com o Carnaval Trapalhão, altura em que as escolas de samba da Mealhada apresentam os seus enredos na sexta-feira, na Tenda, que se situará junto à linha férrea, como nos últimos anos; seguindo no dia seguinte uma arruada com a Batucada Radical.

A divulgação do rei do Carnaval da Mealhada aconteceu num fim-de-semana de festa para a cidade, com a realização do Festival de Samba. «Acho que correu tudo muito bem e pareceu-me que tivemos mais público do que no ano anterior, até muitas pessoas da comunidade, fora do “mundo” do Carnaval, o que é muito importante para o evento», declarou, ao nosso jornal, Márcio Freixo, presidente da direção da ACB, confessando que, na sua opinião, «a disposição do recinto tornou o festival mais acolhedor».

Palavras corroboradas pelos representantes das escolas de samba com quem falamos. «Esta é uma festa incrível e também gostaríamos de ter assim um modelo na Figueira da Foz», disse-nos o presidente da escola A Rainha, de Buarcos. Para Patrícia Pinto, dos Amigos da Tijuca, «o evento faz muito sentido acontecer no Parque da Cidade», até porque, recordou, «foi onde nasceu a Cidade do Samba». Carlos João, do Batuque, concorda e acrescenta que «o facto de estar junto a uma estrada nacional (a 234) até pode ser chamativo para quem passa».

O evento terminou com a Vila Mirim, durante a tarde de ontem.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia do artista com Direitos Reservados