A 46.ª edição do Grande Prémio ABIMOTA vai para a estrada na próxima sexta-feira, dia 5 de junho. Considerada uma das competições mais antigas e emblemáticas do calendário velocipédico nacional, “a prova promete voltar a levar emoção, velocidade e espetáculo às estradas portuguesas”, até domingo, num total três etapas e 440 quilómetros percorridos na região Centro, entre Anadia e Águeda.

A edição deste ano será disputada em três etapas: Anadia – Anadia (dia 5); Vouzela – Vouzela (dia 6); e Sever do Vouga – Águeda (dia 7). O pelotão será composto por cerca de 150 ciclistas, em representação de 19 equipas, quatro das quais espanholas.

A etapa inaugural terá uma extensão de 137 quilómetros, com partida e chegada na Avenida Eng.º Tavares da Silva, em Anadia, junto ao Museu do Vinho Bairrada. Devido à realização da prova, estão previstos alguns constrangimentos ao nível do trânsito e do estacionamento ao longo do dia. O estacionamento estará proibido das 7h30 às 18h00, enquanto a circulação automóvel ficará condicionada das 7h30 às 8h30 e das 11h30 às 12h30.

A etapa inaugural do Grande Prémio Abimota, com 138 quilómetros, terá partida (12h30) e chegada (cerca das 15h55) em Anadia, junto ao Museu do Vinho da Bairrada. Segue-se uma tirada de 162 quilómetros, a mais longa da prova, em Vouzela, com partida às 12h e chegada prevista para as 16h.

Tudo se decide no domingo, com uma jornada de 140 quilómetros entre Sever do Vouga, de onde o pelotão arranca às 12h, e Águeda, onde é esperado às 15h30, já depois de uma primeira passagem pela meta, às 13h45.

Durante a apresentação, o vereador da Câmara Municipal de Anadia, José Manuel Carvalho, sublinhou que “é com orgulho” que o concelho recebe a etapa inaugural da competição, salientando que o Grande Prémio Abimota é “mais do que uma competição, sendo também um símbolo da forte ligação histórica de Anadia ao ciclismo”.

O autarca referiu ainda que “o Município de Anadia é reconhecido como um território de excelência para esta modalidade, acolhendo uma das mais importantes infraestruturas de referência nacional e internacional, o Velódromo Nacional”. Salientou igualmente o impacto económico do evento, considerando que a prova contribui para dinamizar o comércio local, a hotelaria e a restauração, ao mesmo tempo que promove o território.

Por sua vez, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, salientou a relevância do Grande Prémio ABIMOTA para o ciclismo nacional, sublinhando o contributo da competição para a promoção da modalidade e para a valorização dos territórios por onde passa.

Na sua intervenção destacou a importância do Velódromo Nacional, em Sangalhos, no desenvolvimento do ciclismo de alta competição, afirmando que “o investimento realizado já começou a dar frutos”. Referiu ainda que, apesar de a Federação Portuguesa de Ciclismo manter a sua sede em Lisboa, grande parte da sua atividade decorre atualmente em Anadia.