A Autarquia da Mealhada prepara um procedimento, no valor de 60 mil euros, para fazer investimento em caminhos florestais, num total de 65 quilómetros. O assunto foi abordado na última reunião do executivo, numa altura em que o Município fez também um balanço positivo do investimento feito na prevenção e equipamentos para combate a incêndios.

«Todos temos de ser proteção civil, evitando que haja ignições», referiu o presidente da Autarquia da Mealhada, António Jorge Franco, admitindo «reforçar as equipas de Proteção Civil na Câmara Municipal», apoiando assim o trabalho das duas corporações na Mealhada.

«Fizemos um grande investimento na prevenção e em equipamentos para o combate», recordou o autarca, acrescentando que «todo o concelho está a ser vigiado por câmaras de vigilância para que os maldosos possam ser apanhados». «Recentemente tivemos um foco de incêndio e houve logo equipas e helicóptero no terreno, que utilizou as nossas charcas. O investimento funcionou», enfatizou.

Palavras corroboradas pelo vereador Ricardo Santos que agradeceu «o trabalho dos Bombeiros no incêndio de Barrô, onde estiveram dezoito veículos, 105 operacionais e dois meios aéreos, que se abasteceram na Charca de Santa Cristina», relembrando ainda que «a equipa de sapadores da Câmara da Mealhada está agora exclusivamente em operações de vigilância».

É, contudo, para os caminhos florestais que as preocupações são mais acentuadas. «É importante criar linhas de segurança para as acessibilidades serem mais rápidas. As linhas de acesso têm que ser feitas e os proprietários têm mesmo de entender isso», referiu João Duarte, vereador da oposição eleito pelo Partido Socialista.

O presidente da Câmara da Mealhada garantiu que «tem que se fazer mais investimento em caminhos» e que até já está a ser «preparado um procedimento no valor de 60 mil euros». «Temos também que sensibilizar quem trabalha na floresta. Não se pode estragar caminhos e abandonar, não digo que sejam todos a fazê-lo, mas temos muitas queixas dos presidentes das Juntas de Freguesia neste sentido», referindo, apelando: «Falem connosco. Estragam, contactem-nos, porque estamos aqui para ajudar a resolver».

João Cidra Duarte concordou que «está a ser feito trabalho», sugerindo, contudo, que, no que toca aos madeireiros, «é preciso haver um regulamento. Cada ação de corte deve ser comunicada ao Município e assim podemos ir passando para ver como está a correr».

 

Mónica Sofia Lopes