O CineClube Gândara Bairrada, presidido por Paulo Fajardo, comemora o seu primeiro aniversário esta sexta-feira, dia 17 de julho, com uma exibição especial dos Encontros de Cinema, no Cineteatro Messias, pelas 21h30, com a estreia da curta-metragem «Progresso Sem Memória», que acompanha a última viagem da centenária locomotiva BA-61.
A locomotiva BA-61, que durante décadas fez parte da imagem da Estação da Pampilhosa, no concelho da Mealhada, foi numa madrugada do passado mês de novembro, deslocada, por funcionários da Infraestruturas de Portugal, em primeiro para uma empresa de ração, na Zona Industrial de Viadores, e depois, ao que tudo indica, para o Entroncamento, para trabalhos de recuperação no Museu Nacional Ferroviário.
Paulo Fajardo, repórter de imagem de profissão e residente no concelho da Mealhada, retrata agora essa última viagem, não sendo, contudo, o seu primeiro trabalho sobre a «BA-61», do qual já fez um documentário apresentado em 2017. Na ocasião, o autor escrevia que «a BA-61 é uma locomotiva a vapor única no mundo que entrou ao serviço da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta em 1924, percorrendo o eixo entre Figueira da Foz e Vilar Formoso. Mais de 50 anos depois, regressa à Pampilhosa no final da década de 80 como símbolo da terra, presente no brasão da vila. Contudo, um impasse sobre a sua titularidade entre a CP e a Fundação Museu Ferroviário, remeteram-na provisoriamente para um depósito de máquinas, onde permanece ao abandono há mais de vinte anos, vulnerável aos interesses alheios».
Na sessão da próxima sexta-feira, será ainda exibido o filme «Maria Papoila», de José Leitão de Barros, parcialmente gravado na vila da Pampilhosa. As entradas na sessão, que se destina a maiores de doze anos, são gratuitas.
Na noite desta quinta-feira, 16 de julho, pelas 21h30, o Cineteatro Messias recebe também, diretamente do Brasil, o espetáculo «Sertão» do Quinteto Violado. «Quase 55 anos de palco, mais de 30 discos, catorze digressões pelo mundo, o Quinteto Violado é um dos grandes nomes da música nordestina brasileira. Em SERTÃO contam essa viagem toda em forma de concerto: do sertão nordestino à Amazónia, do Brasil à Ásia, África e Europa. Frevos, cirandas, baiões, e aquela liberdade que o Gilberto Gil resumiu bem: abraçar o mundo sem perder as raízes», lê-se na descrição do evento, cujas entradas têm um custo de três euros.
Texto de Mónica Sofia Lopes
Imagem de Arquivo com Direitos Reservados




















