A freguesia da Pampilhosa, no concelho da Mealhada, está em festa, até amanhã, 12 de julho, a comemorar o 41.º aniversário de elevação a vila, cujo epicentro das iniciativas acontece no Jardim Público Carlos Cabral. Ontem, na sessão solene desta comemoração, autarcas do concelho fizeram um balanço das últimas décadas, enaltecendo «o futuro da Pampilhosa» que, segundo a presidente da Junta da Pampilhosa, «está repleto de oportunidades».
A 9 de julho de 1985, a Pampilhosa foi elevada à categoria de vila. «Mais do que um ato administrativo foi a justa valorização de uma comunidade que, pelo esforço e pela capacidade empreendedora das suas gentes, conquistou um lugar de destaque no concelho da Mealhada e na região», começou por dizer Andreia Morgado, presidente da Junta de Freguesia da Pampilhosa, deixando uma palavra de reconhecimento «a todos quantos exerceram funções autárquicas ao longos dos anos, deixando uma marca na construção da freguesia que hoje conhecemos».
Para a autarca «o futuro da Pampilhosa apresenta-se repleto de oportunidades». «Estamos perante um ciclo de investimentos de grande dimensão sem paralelo na história recente da nossa freguesia», continuou, enumerando algumas das intervenções que estão ou irão ser feitas na vila: «A requalificação da Baixa, que será um passo decisivo para tornar o centro mais moderno, mais funcional e mais atrativo; a abertura do Chalet Suisso, que devolverá à comunidade um edifício de inegável valor histórico e arquitetónico, único no concelho; a reabertura do Cineteatro que permitirá recuperar um espaço que marcou gerações e afirmar-se como um polo de cultura, criatividade e de encontro; e as obras previstas para a estação ferroviária e sua envolvente, que igualmente reforçarão a centralidade da Pampilhosa e melhorar a qualidade do espaço público, valorizando um dos maiores símbolos da nossa terra».
Andreia Morgado terminou o seu discurso dirigindo-se às associações, seus dirigentes e voluntários. «São as coletividades que preservam tradições, promovem a cultura, incentivam a prática desportiva, desenvolvem ações de solidariedade e criam espaços de encontro entre gerações», rematou.
Para o presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, Carlos Cabral, «esta comemoração também serve para “abanar” as pessoas», vendo-a a acontecer «com muita alegria». O autarca recordou ainda que há 41 anos, «houve quem se opusesse a sermos vila defendendo o slogan “mais vale ser uma boa aldeia do que uma má vila”». Para o autarca, «é preciso dizer-se que a Pampilhosa nunca teve tanta indústria como agora, só não está localizada no centro da vila. Hoje temos na freguesia muito mais pessoas empregadas na indústria do que tínhamos há 41 anos».
«Qualquer aniversário celebra o passado, mas é para o futuro que se deve olhar, definindo o caminho que em conjunto queremos traçar», referiu António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada, destacando o papel estratégico da Pampilhosa no desenvolvimento do concelho e salientando que a sua relevância vai muito além da histórica ligação ao caminho de ferro. «A Pampilhosa é um ponto estratégico para o concelho», defendeu.
Recordamos que foi a 9 de julho de 1985 que a Pampilhosa viu reconhecida a sua importância no contexto regional, sendo elevada à categoria de vila pela Assembleia da República, na sequência de uma proposta apresentada pela deputada Zita Seabra. Era presidente da Junta João Matos de Oliveira, tendo como secretário Antonino Alves Pessoa e como tesoureiro Delfim Soares de Oliveira.
Vila em festa até amanhã
Hoje, sábado, 11 de julho, pelas 21h00, não faltará diversão com os Jogos Sem Fronteiras Noturno P8 eventos & animação, apelando a organização que o público venha assistir para apoiar os participantes numa noite repleta de desafios e muita animação. A partir das 23h00, a festa continua com o DJ PM.
A tarde de amanhã, último dia de festividade, a partir das 16h30, será dedicada ao folclore com a atuação do Grupo Etnográfico de Defesa do Património e Ambiente da Região de Pampilhosa, do Grupo Regional da Pampilhosa Do Botão e do Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento, dos Açores, num encontro de cultura, música e tradição.
Para além da animação cultural, o recinto do Pampilho – Jardim Público Carlos Cabral – terá disponível artesanato, gastronomia, produtos locais e muito mais, abrindo hoje às 18h30 e amanhã às 12h00. Durante os dois dias haverá insufláveis para os mais novos.
No espaço da EPVL, a Associação dos Pescadores da Pampilhosa disponibilizará sandes de leitão, sandes de cachaço, bifanas, bochechas, moelas e pica-pau.
No recinto haverá zonas de lounge e de refeições, expositores, palco principal, estação de cerveja, doces e outras delícias.
Mónica Sofia Lopes
























