O MeaJazz – Jazz, Blues & Wine Fest voltou a afirmar-se como um dos festivais de jazz mais relevantes da região e uma referência crescente no panorama nacional. A edição de 2026, realizada no passado fim-de-semana, dias 3 e 4 de julho, no Lago de Luso, “registou um aumento significativo de público e confirmou a maturidade de um evento que continua a crescer sem perder a sua identidade”.
Ao longo dos dois dias, centenas de pessoas passaram pelo recinto para assistir aos concertos, desfrutar da beleza natural do Lago de Luso e viver um ambiente descontraído, onde a música se cruzou com a gastronomia, os vinhos Bairrada e a hospitalidade característica da Mealhada.
Uma das novidades desta edição foi o reforço da praça de restauração. A aposta numa oferta diversificada revelou-se um sucesso, proporcionando aos visitantes uma experiência mais completa e tornando o recinto um espaço de convívio durante todo o festival.
Também o Espaço Bairrada, em parceria com a Rota da Bairrada, voltou a ser um dos pontos de maior procura. Nesta componente de “wine fest”, dezenas de visitantes tiveram oportunidade de conhecer e degustar os vinhos da região, numa iniciativa que reforça a ligação do festival ao território e aos seus produtores, promovendo a Bairrada junto de públicos cada vez mais diversificados.
O cartaz da edição de 2026 voltou a ser um dos grandes trunfos do MeaJazz, reunindo artistas nacionais e internacionais, como Luís Martelo & His Band, Peter Storm & The Blues Society, Tó Trips & Fake Latinos, Cabrita, Mirla Riomar e Frankie Chavez. Ao longo dos dois dias, os concertos conquistaram o público e confirmaram a aposta da organização numa programação eclética e diferenciadora.
“Também os artistas deixaram palavras de apreço pela envolvente natural do Lago de Luso, pela proximidade criada com o público e pela organização do festival, reconhecendo no MeaJazz uma identidade própria e um lugar cada vez mais relevante no circuito nacional dos festivais de jazz, blues e músicas de raiz”, avança, em comunicado, a Autarquia da Mealhada, que acrescenta ainda que “o modelo do festival recolheu elogios, também, de quem o visitou, exatamente pela localização privilegiada e pela dimensão intimista do recinto, apontadas como fatores diferenciadores, contribuindo para uma experiência única”.
Para Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara da Mealhada e responsável pelo pelouro da Cultura, “o MeaJazz chegou a um momento de clara consolidação. O crescimento do público demonstra que o festival ganhou notoriedade e conquistou o seu espaço no calendário cultural português. Mais do que um evento de música, é uma experiência que valoriza o território, promove a Bairrada e reforça a atratividade turística do concelho”. A autarca acrescenta que “este crescimento é o resultado de um trabalho consistente, feito ao longo dos anos, sempre com a preocupação de oferecer qualidade artística e uma experiência diferenciadora. Hoje, a Mealhada é cada vez mais reconhecida pela diversidade da sua programação cultural e o MeaJazz é uma das marcas desse posicionamento”.
Palavras corroboradas pelo vereador Nuno Veiga que, na reunião do executivo, afirmou que “terá sido a melhor edição de sempre”. António Jorge Franco, presidente da Câmara, disse ainda tratar-se de “um evento internacional com músicos portugueses. Ter no cartaz Luís Martelo é um orgulho para nós”. “Com a sua notoriedade, é um incentivo para os jovens do concelho”, acrescentou ainda Filomena Pinheiro, lamentando, contudo, que, num fim-de-semana em que o Luso recebeu tanto público “alguns restaurantes tenham estado encerrados. Fica-nos mal e faço o apelo para que possam ter em conta estes eventos”
Da oposição, João Cidra Duarte, eleito pelo Partido Socialista, declarou ser “dos projetos mais bem conseguidos do concelho da Mealhada”.



















