O balanço é ainda preliminar, uma vez que a Autarquia tenciona apresentar um relatório no próximo mês de setembro, mas tudo indica que terão passado pelo centro da cidade da Mealhada, aquando dos seis dias da Feira de Artesanato e Gastronomia, que se realizou recentemente, mais de 60 mil pessoas, tendo havido um fluxo monetário, nas quatro tasquinhas gastronómicas e nas quatro barraquinhas de tapas e bebidas, de cerca de 100 mil euros. As novidades foram transmitidas, na reunião do executivo da passada segunda-feira, com o novo «layout» do certame a ser unânime no que toca a «uma grande melhoria».
Nuno Veiga, vereador na Câmara da Mealhada e responsável pela Feira de Artesanato e Gastronomia, começou por enaltecer «o papel de todos os serviços camarários e seus funcionários». «Em setembro, tencionamos ter um relatório com números concretos sobre a FAG, mas o balanço preliminar diz-nos que passaram pela Feira mais de 60 mil pessoas, tendo as quatro tasquinhas tido um fluxo de valores que rondou os 80 mil euros e as quatro barraquinhas de 20 mil. Nas oito, foram envolvidos 120 voluntários». «Estes números têm um impacto direto na economia local, com compras nos talhos, supermercados, etc.», continuou.
Com um investimento municipal de 325 mil euros, valor acrescido de IVA, onde estiveram dezassete artesãos locais e sessenta e dois nacionais, a FAG, segundo Nuno Veiga, «gera uma grande dinâmica coletiva, seja nas tasquinhas, seja através de todas as associações que fizeram parte da animação». Palavras corroboradas por António Jorge Franco, presidente da Autarquia, que afirmou que «as pessoas das nossas aldeias vieram à cidade para estarem com as associações e verem os seus espetáculos».
Ricardo Santos, vereador no Município com o pelouro do Desporto, relembrou as provas desportivas realizadas durante o certame. «Tivemos mais de seiscentos participantes nas “3 Milhas” e uma semana antes tivemos que fechar as inscrições porque já não tínhamos mais capacidade», disse, recordando também o mítico «Passeio em 2 Rodas» pelas freguesias.
Paula Borges, vereadora eleita pelo Partido Socialista, parabenizou o evento e «a evolução positiva na logística de montagem e desmontagem dos equipamentos», alertando, contudo, para o facto de o palco principal ter ficado «próximo de um lar e de um hospital, onde pessoas vivem e são cuidadas». Facto que levou o presidente da Autarquia a declarar que «espetáculos desta dimensão criam sempre constrangimentos, mas não nos podemos esquecer que estamos a falar de três, quatro dias, com o encerramento dos mesmos a acontecer, no máximo dos máximos, à 1 hora da manhã».
Também Nuno Veiga afirmou que, durante todo o ano, «há moradores que se queixam do som dos comboios de mercadoria, que agora passam em maior número por causa da linha da concordância. Talvez em conjunto com a Infraestruturas de Portugal possamos arranjar uma alternativa com uma barreira de som, que também já traria melhoria nos dias desta Feira».
Nas alterações para a próxima edição, António Jorge Franco fez saber que, na sua opinião, «o palco secundário deve ser aberto para que se veja a imagem do edifício do Tribunal por trás. Este palco deve ser repensado e ficar sem cobertura».
No pós-certame, o Município juntou dados de balanço da Feira, por parte dos artesãos, e recolheu, via online, informações por parte da população.
Texto de Mónica Sofia Lopes
Imagem com Direitos Reservados






















