A Assembleia Municipal da Mealhada aprovou o projeto de deliberação da «elevação da povoação de Barcouço à categoria de vila», depois da Assembleia da República ter pedido à Câmara e Assembleia Municipal a emissão de parecer sobre o tema que, em ambos os órgãos, foi aprovado por unanimidade.
«Este é um processo com algumas barbas. A 30 de junho de 2021 fui a primeira subscritora do projeto de lei que entrou na Assembleia da República», referiu Joana Sá Pereira, na última assembleia municipal, sobre um projeto-lei que, segundo a eleita pelo Partido Socialista, «teve grande andamento nessa altura». «Não esperávamos que, em março de 2022, o Governo caísse», disse a antiga deputada à Assembleia República, recordando ainda que «o processo de Barcouço desencadeou um outro processo importante, uma vez que desde a chamada “Lei Relvas” não havia lei-quadro que regulamentasse esta elevação, de Barcouço ou de qualquer outra localidade».
«Barcouço e a sua população tinham grande vontade disso e promoveram um grande crescimento naquela localidade. O PS esteve e continuará a estar sempre ao lado de Barcouço e da sua população», disse ainda Joana Sá Pereira.
Natividade Lourenço, recém-eleita presidente da Junta de Freguesia de Barcouço pelo Movimento Independente Mais e Melhor, lamentou que, «desde a tomada de posse, não nos tenha sido transmitida qualquer informação formal», referindo-se à Autarquia que preside. «A elevação de Barcouço a vila, não nasce deste executivo, nem do anterior, nasce da grande vontade da população para que Barcouço se afirme como uma vila de excelência», disse a autarca, congratulando ainda: «Foram os barcoucenses que mantiveram vivas as escolas, o comércio e os serviços para que agora consigamos ter as condições necessárias para ser vila, uma vila exemplar».
Carlos Cabral, presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, declarou que «desde 2021, é a primeira vez que este órgão recebe um pedido de parecer (sobre esta elevação)», lamentando também que «a “Lei Relvas” tenha revogado uma lei da Assembleia da República».
Já na reunião do executivo camarário, cujo parecer foi também aprovado por unanimidade, António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada, defendeu «o crescimento que Barcouço tem tido», acrescentando que esta elevação não terá grandes repercussões, a nível financeiro, «mas será uma grande mais valia ao nível do reconhecimento pela localidade de Barcouço».
João Cidra Duarte, vereador na Autarquia pelo PS e antigo presidente da Junta de Barcouço, declarou que esta elevação «foi sempre uma ambição do PS», enfatizando que «este processo iniciou um outro de alteração à lei, uma vez que não havia legislação de elevação». «Será uma mais valia ter mais uma vila no concelho e para a freguesia vai ser muito importante este título. Temos condições e serviços para isso», disse o vereador da oposição.
«Esperamos que este processo vá mesmo para a frente, uma vez que nunca esteve tão avançado como agora. No meu mandato é a primeira vez que há um pedido de parecer», rematou o presidente da Câmara da Mealhada.
Mónica Sofia Lopes























