Mabília Almeida, oriunda da freguesia de Casal Comba, no concelho da Mealhada, comemorou 105 anos na Associação Desportiva Cultural e Recreativa de Antes, onde se encontra em regime da Estrutura Residencial Pessoas Idosas há mais de duas décadas. «A minha tia foi sempre alegre, positiva e levou a vida sempre para a frente», disse, ao nosso jornal, uma das sobrinhas, que esteve presente na festa que a instituição preparou.
Nasceu em Casal Comba, mas foi na Pedrulha, na mesma freguesia, que residiu toda a vida, excetuando cerca de quinze anos em que emigrou para o Brasil onde explorou um café / snack-bar. «O meu tio estava cansado de lá estar e voltaram. Ele foi para uma fábrica trabalhar e ela ficou a tratar das terras, que já era o que fazia antes de emigrar», disseram, ao nosso jornal, as sobrinhas da dona Mabília, Cidália e Alice, ambas residentes na Pedrulha, freguesia de Casal Comba.
Familiares julgam que a aniversariante tenha completado o terceiro ano de escolaridade, uma vez que «lia e escrevia». Teve três filhos, dois rapazes, já falecidos, e uma menina, que reside no Brasil. «A minha tia sempre foi alegre, positiva e levou sempre a vida para a frente. Foi sempre muita amiga de toda a gente. Era especial», enalteceram as sobrinhas, acrescentando que foi catequista, durante alguns anos «e que as crianças eram como filhos para ela».
À ADCRA chegou primeiro para a resposta de Centro de Dia e só depois, há cerca de vinte anos, é que ficou em ERPI. «Quando veio para cá era autónoma, mas estava muito sozinha em casa e ficou mal com o falecimento do segundo filho», disseram, acrescentando que quando chegou ao Lar «ela própria lavava a sua roupa». «Uma das características da nossa tia era andar sempre cheirosa», confessaram, entre risos, admitindo que «era uma mãe» para as sobrinhas.
Sobre a instituição da Antes, Cidália e Alice, não têm dúvidas sobre a escolha: «Aqui os idosos estão em família. A minha tia é muito bem cuidada e isso ajuda a que ainda cá esteja com 105 anos».
Apesar de totalmente dependente há vários anos, «Papoilinha», como é chamada na IPSS, uma vez que quando entrou era muito rosadinha, teve uma festa «com pompa e circunstância», na passada segunda-feira, 15 de dezembro, dia do seu nascimento.
Texto de Mónica Sofia Lopes
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