A empreitada de reabilitação das antigas garagens do Palace Hotel do Bussaco, na Mata Nacional do Bussaco (Luso, Mealhada), vai ser financiada até 85% por fundos comunitários, anuncia o presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro.

“Esta é definitivamente uma bela e boa novidade e que vai ao encontro do dever da autarquia de olhar para a maior joia turística do concelho, da região e uma das melhores do país” e da preocupação de “procurar recuperar o que está em ruínas na Mata Nacional Bussaco”, afirmou o autarca.

“Depois da recuperação do Convento de Santa Cruz, este é o segundo edifício que o Município da Mealhada vai reabilitar, na Mata Nacional do Bussaco, e que conta agora com uma aprovação aos fundos comunitários, que vai garantir um financiamento da esmagadora maioria do valor total da obra”, lê-se num comunicado da Autarquia da Mealhada.

“As antigas garagens do Palace Hotel do Bussaco estão semidestruídas e a Câmara entende que não devem continuar assim, uma vez que estamos na presença de uma mata que é monumento nacional e prepara candidatura à UNESCO”, justificou Rui Marqueiro.

Recorde-se que “a empreitada se insere na candidatura apresentada no âmbito do Aviso n.º Centro-14-2016-01, domínio sustentabilidade e eficiência no uso de recursos do programa Centro 2020, e terá o prazo de execução de um ano”.

“Situadas junto aos jardins do hotel, as antigas garagens do Palace do Bussaco serão convertidas num espaço multisserviços de apoio ao visitante, com loja, cafetaria, instalações sanitárias (para pessoal e para visitantes) e sala polivalente, com uma valência de carácter expositivo e lúdico. O edifício é propriedade do Estado Português e concedido em regime de usufruto à Fundação Mata do Bussaco. Por força do Protocolo de Colaboração, outorgado a 5 de junho de 2020, com a Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), cabe à Câmara da Mealhada a execução da empreitada, que custará mais de um milhão de euros, e será fundamental para a candidatura da Mata Nacional do Bussaco a património mundial da UNESCO”, conclui ainda a nota municipal.