Os deputados da Assembleia Municipal de Anadia aprovaram, por unanimidade, a proposta da Autarquia para um protocolo de geminação com o Município de Villanueva de los Infantes, da Província de Ciudad Real, na comunidade autónoma de Castela-Mancha, em Espanha, juntando-se assim a um conjunto de outras geminações que o concelho tem, nomeadamente, na Letónia, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Brasil.
«Até à pandemia havia um trabalho com escolas, jovens e professores, em que, de dois em dois anos, fazíamos conferências e convidávamos as nossas geminações. Com a pandemia, retraímo-nos e ainda não tínhamos reativado estes projetos. Queremos assim dar continuidade a estes interesses comuns e olhar para novas geminações», destacou Jorge Sampaio, presidente da Câmara de Anadia, explicando que Villanueva de los Infantes tem pontos comuns com Anadia no setor vitivinícola, mas também no que toca ao turismo. «Só uma adega que lá têm, produz treze milhões de litros de vinho e querem já estar cá, com dois ou três produtores, durante a nossa Feira da Vinha e do Vinho, para provarmos os vinhos deles».
Declaração que levou Daniela Silva, eleita pelo Chega, a congratular «o projeto que pode afirmar o concelho além-fronteiras e trazer vantagens para várias entidades locais», sugerindo que «a geminação possa ter ainda um maior impacto com cooperação ao nível desportivo».
A proposta de geminação já tinha sido igualmente aprovada, por unanimidade, em reunião camarária, enfatizando Jorge Sampaio a necessidade «de se rever a política de geminações, que já foi muito forte em Anadia e parou na pandemia». «Precisamos de sair e interagir com outros Municípios de fora do país», rematou.
Na ocasião, Ricardo Conceição, eleito pelo Partido Socialista, referiu conhecer «bem a região», admitindo que no que toca «à valorização cultural e afinidade com Anadia a escolha deste parceiro é acertada». O vereador lamentou, contudo, o facto «de o documento ser fraco naquilo que será concretamente a execução (do projeto de geminação), com que meios, com que regularidade, quais os valores, quem faz o acompanhamento e quais os mecanismos de monitorização. Sem isto fica um gesto elegante, mas vazio».
Mónica Sofia Lopes























