O Município de Anadia continua a reivindicar um nó da autoestrada e na “luta”, para que isso se torne possível, conta com o apoio do município vizinho de Oliveira do Bairro. O assunto voltou a ter destaque na última Assembleia Municipal, que se realizou na tarde da passada sexta-feira.

«Tendo em consideração que já é publico que o Município de Oliveira do Bairro está nesta luta com o de Anadia, é necessário esclarecer os munícipes onde fica esse nó da autoestrada», questionou Tiago Castelo Branco, deputado eleito pela bancada do PSD.

Teresa Cardoso, presidente da Câmara de Anadia, começou por explicar que o nó da estrada é uma reivindicação antiga e que «desde o anterior mandato, não só os municípios de Anadia e de Oliveira do Bairro, mas também o de Águeda, trabalham em conjunto para ganharmos ainda mais força». «Foi, aliás, por nossa iniciativa que propusemos ao Município de Oliveira do Bairro que delineássemos um nó nos nossos PDM (Plano Diretor Municipal)», acrescentou a autarca.

Mas o deputado do PSD insistiu em saber se o nó, a realizar-se, se situará em Anadia ou em Oliveira do Bairro. «Não há ainda projeto de execução, mas o importante para nós é que o nó seja feito no corredor delineado por ambos os municípios», respondeu a edil, enfatizando que até já sugeriu que seja o Município de Anadia «a pagar o projeto e todos os acessos ao nó da autoestrada, nem que para isso tenha que contrariar um empréstimo».

Na mesma sessão foi ainda aprovada, com um voto contra de um deputado do Movimento Independente Anadia Primeiro, uma recomendação do CDS para que seja colocado «mobiliário urbano inclusivo no espaço público para pessoas com deficiência motora e em particular para as crianças». «Em Anadia isso é inexistente e os espaços públicos devem receber todas as pessoas, bem como ter espaços infantis adaptados», referiu Sandra Marisa Queirós, garantindo que a medida pretende que «o Município de Anadia seja uma referência ao nível da inclusão».

Em resposta, Teresa Cardoso explicou que «a lei 203 / 2015 obriga a uma fiscalização» e que, no caso de Anadia, «existe uma comissão de três técnicos» para monitorização dessa área. «É nossa preocupação ter parques cada vez mais inclusivos, contudo, tanto na requalificação de parques, como na construção de novos, a nossa obrigação é a de cumprir a lei», disse a edil, lamentando «o vandalismo existente», que degrada as infraestruturas «de um dia para o outro».

 

 

Mónica Sofia Lopes