A escola de samba oriunda da cidade da Mealhada, Batuque, desfila, este ano, “Arábia, um harém de histórias”. Cento e sessenta desfilantes representarão o “verde e branco” da coletividade, um número superior ao do ano passado.

O enredo foca “a cultura árabe, nas suas histórias e naquilo que ela tem de mais rico, cor e tradições”, explica Jorge Pires, que a par com Margarida Ferreira são os carnavalescos da escola, remetendo o tema para a ideia das “1001 noites”. A disposição das alas será a mesma “com uma ou outra novidade” que não querem para já desvendar.

A quinze dias do Carnaval, quando reunimos com a escola, os preparativos estavam “em velocidade cruzeiro, com tudo começado e nada terminado”. “O facto deste ano, a verba às escolas ter sido disponibilizada mais tarde (por força de alteração do protocolo que, em 2019, estabelece que a Câmara subsidie diretamente as escolas), fez com que o início dos trabalhos fossem mais complicados”, lamentou Jorge Pires, garantindo, contudo, que o dinheiro que a escola angaria, durante o ano, com a realização eventos “impulsionou o arranque”.

A procura pelos materiais mais baratos é uma constante, mas Jorge Pires adianta que nunca trabalhou “com um orçamento tão jeitoso como o deste ano”.

Valor mais alto também em resultado do novo protocolo camarário que disponibiliza “72,50 euros por cada elemento de cada escola, até cento e vinte elementos, e vinte euros por cada figurante, dos cento e vinte e um aos duzentos elementos”. “É sempre positivo um aumento. Quanto maior for o orçamento, maior é a probabilidade de termos fatos mais ricos”, afirma Rita Fernandes, presidente da direção da escola. Até porque, remata Margarida Ferreira, “de ano para ano o material aumenta e é preciso acompanhar isso”.

 

MSL