Ângela Rodrigues foi reeleita presidente da direção da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Mealhada para o biénio 2026/2027 e 2027/2028. A eleição dos novos órgãos sociais, que mantêm praticamente a mesma equipa do mandato anterior, foi aprovada por unanimidade, num universo de quinze votantes.

Caminhada das cores, a decorrer no final do ano letivo; «School Talents», que desafia os alunos do Pré-escolar ao Secundário a mostrarem em palco algum talento; e continuar a apostar nos «workshops» direcionado a pais e educadores e que, este ano, irão abranger os temas do cyberbullying, parentalidade e sexualidade são algumas das propostas da nova direção que estão estipuladas no Plano de Atividades do Agrupamento.

Na direção, Ângela Rodrigues tem consigo Iola Batista, vice-presidente; Sofia Martins, tesoureira; Ana Castela, secretária; e as vogais Isabel Alexandra, Ana Rita dos Santos e Vera Ferreira. No conselho fiscal, Sónia Vinagre é a presidente; Liliana Cruz é a secretária; e Ana Ferreira a vogal. Tiago Ângelo é o presidente da mesa da assembleia-geral, Liliana Duarte a primeira secretária e a segunda Sandra Pinto.

Antes da ordem de trabalhos da assembleia-geral e a convite de Ângela Rodrigues, estiveram presentes Fernando Trindade, diretor do Agrupamento de Escolas da Mealhada, e Nuno Veiga, vereador na Câmara da Mealhada com o pelouro da educação. Tal como manifestou na abertura do ano letivo, Fernando Trindade mostrou-se preocupado com «o estado da educação», afirmando que «nos próximos cinquenta, sessenta anos vamos ter muitos problemas por causa das competências que não estão a ser adquiridas atualmente». «Há cinquenta anos lia-se melhor do que se lê agora, porque antes aprendia-se a ler na escola e lia-se fora dela. Hoje isto não acontece», lamentou, admitindo que a própria escola vai alterando alguma metodologia apostando «em experiências ligadas à natureza e às artes».

«Telefones espertos» e «redes antissociais» são apontadas pelo diretor do Agrupamento como as grandes transformadoras das «regras de comportamento». «Hoje não há sintonia entre o que se pede na escola e fora dela e torna-se uma guerra muito injusta. Os pais têm medo dos filhos estarem na rua e serem atropelados, mas deixam-nos fechados no quarto, tendo nas mãos aquilo que de mais perigoso há», enfatizou, aproveitando a oportunidade de estar com cerca de duas dezenas de pais para apelar: «Precisamos de miúdos interessados em aprender».

Nuno Veiga falou da obra da Escola Básica 2 da Mealhada, explicando que «a refrigeração nunca foi opção nesta obra, nem nunca esteve no projeto. A obra foi assente na eficiência energética para redução do consumo do aquecimento». O vereador disse ainda que as recomendações da União Europeia são para que «o ar condicionado seja utilizado em último recurso, havendo uma aposta no sombreamento e arejamento dos edifícios».

Já sobre as refeições escolares, o autarca lamentou que diariamente, «em média são mais de sessenta marcadas que não são consumidas, muitas vezes por usufruidores dos escalões A e B». «Só não há tanto desperdício porque as funcionárias já sabem o que vai acontecendo e vão tentando reduzir dentro do que é possível, porque não podem correr o risco de faltar comida». No futuro, o vereador garante que «terá que haver penalização para estas situações», garantindo ainda que «a principal orientação do Município é a de que nenhuma criança fica sem comer».

 

Mónica Sofia Lopes