Quatro entradas no concelho da Mealhada poderão vir a ter esculturas toponímicas da autoria de Paulo Júlio Rosmaninho Machado Costa. Uma proposta apresentada pelo artista e acolhida pelo executivo, que tem intenção de avançar com a iniciativa, mas que faz já algumas recomendações para o futuro trabalho.

«Os cubos são de cerâmica em barro vermelho e o restante betão, onde a palavra Mealhada será transcrita. Cada obra tem três metros de altura e terá uma “maravilha” diferente», começou por explicar Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada.

Arminda Martins, vereadora na Autarquia, afirmou «ser totalmente favorável à proposta», justificando que «Paulo Júlio tem trabalho por todo o país, e fora dele, e uma marca muito especifica». «Parece-me interessante juntar o útil ao agradável», enfatizou.

Nuno Canilho, vereador da Cultura do Município, afirmou ser «sempre importante haver, ao longo do território, peças artísticas que possam ilustrar os talentos naturais de cada um, sugerindo, contudo, que «em vez de serem colocadas em rotundas, possam ficar à beira da estrada». «Bem sei, contudo, que a dimensão da peça, até mesmo do ponto de vista aéreo, possa ser um problema para a Infraestruturas de Portugal», lamentou. Afirmação corroborada por Rui Marqueiro que admitiu que «para as peças serem colocadas em estradas seria exigido um grande processo burocrático».

Também Hugo Silva, da coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», enalteceu «o rasgo artístico que as esculturas trarão a diversas zonas do concelho» e sugeriu «que haja, da parte dos serviços da Câmara, uma sugestão para as localizações das peças e que as mesmas sejam ponderadas com o artista para evitar eventuais problemas de implementação». O vereador da oposição disse ainda que «desafiaria o artista à realização de uma quinta peça que ficasse central na cidade e fizesse a ligação a todas as outras». «Genericamente a intenção é a de se avançar e de nos metermos já do lado do artista», acrescentou Hugo Silva, defendendo que «a lógica da “chegada” e do “volte sempre” (o mote das esculturas) não faz sentido numa zona que não seja limítrofe».

 

Mónica Sofia Lopes