A Polícia de Segurança Pública está a promover ações descentralizadas, que possibilitam aos cidadãos procederem à entrega voluntária de armas de fogo que não estejam manifestadas ou registadas, sem penalização para os seus detentores, bem como a possibilidade de legalização das mesmas, «caso haja condições para isso». Ontem, a unidade móvel de atendimento do Comando Distrital de Aveiro da PSP estacionou na cidade de Anadia e, logo pela manhã, muitos foram aqueles que se dirigiram ao local a fim de verem esclarecidas algumas dúvidas. Esta sexta-feira, 21 de maio, esta força de segurança estará, das 10h às 19 horas, na Praça do Município da Mealhada, levando a cabo a mesma iniciativa.

«Nos termos da Lei 5/2021, de 19 de Fevereiro, decorre, até dia 23 de Junho, o período (extraordinário) de entrega voluntária de armas de fogo detidas fora das condições legais, sem penalização para os seus detentores, bem como a possibilidade de regularizar a situação administrativa das que, não estando legais, sejam legalizadas», lê-se numa nota informativa do Comando Distrital da PSP, que garante estar a efetuar «um serviço de “proximidade”, para uma matéria que constitui atribuição da PSP, com especial relevância para os cidadãos mais idosos e/ou com maiores dificuldades de mobilidade e, complementarmente, facultar o acesso à informação, ao processo de licenciamento de armas e ao esclarecimento de dúvidas».

E a adesão é «significativa», como garantiu, ontem, ao «Bairrada Informação», o Chefe Paulo Nascimento. «As pessoas, numa primeira abordagem, questionam a nossa presença e o objetivo, mas tem também havido uma grande adesão a este período extraordinário com as pessoas a deslocarem-se aos postos da GNR e às quadras da PSP», referiu, garantindo, contudo, que, só na quarta-feira, na ação descentralizada em Castelo de Paiva, «foram entregues vinte e quatro armas», sendo a média de recolha, por cidade, de quinze, muitas delas de caça, normalmente material «que já vem do avô ou do bisavô e que foram ficando por casa», passando de geração em geração.

«O objetivo primordial desta ação é o de se retirar armas de fogo que não estejam legalizadas», referiu ainda o Chefe Paulo Nascimento, explicando que, no local, «é feito logo um rastreio à arma». O material recolhido prossegue para uma peritagem mais apertada e só depois a arma é destruída.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia de Miriam Vieira