A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) aprovou a constituição de uma segunda Equipa de Intervenção Permanente (EIP) nos Bombeiros Voluntários de Anadia. O protocolo para a sua criação foi firmado, na passada quinta-feira, dia 22 de abril, com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia (AHBVA). A segunda EIP deverá entrar em funcionamento a breve prazo, reforçando assim a operacionalidade do corpo de Bombeiros.

“De salientar que, à semelhança do que acontece com a primeira EIP, em funcionamento desde 2012, as responsabilidades vão ser partilhadas entre o Município de Anadia e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. A Câmara Municipal comparticipa a AHBVA nos custos decorrentes da remuneração dos elementos que integram a EIP, atribuindo-lhe uma verba mensal correspondente a 50 por cento dos custos mensais resultantes dos vencimentos, subsídios de férias e de natal e respetivos encargos do pessoal contratado, cabendo à ANEPC suportar os restantes 50 por cento dos custos”, lê-se num comunicado da Autarquia de Anadia, que acrescenta que “a Equipa de Intervenção Permanente assegura o socorro e a emergência na área do respetivo concelho, e os bombeiros que as integram são caraterizados por elevada especialização, com conhecimento em valências diferenciadas, que lhes permitem dar resposta adequada nas diferentes missões, em ocorrências cada vez mais exigentes e complexas”.

De referir que o concelho de Anadia é atravessado por importantes vias rodoviárias e ferroviárias, designadamente a Autoestrada do Norte (A1), o Itinerário Complementar nº2 (IC2/EN1), a Linha do Norte e a Rede de Muito Alta Tensão da REN (400kv). Conta ainda com um parque industrial em crescimento. No que respeita à mancha florestal, atualmente Anadia tem perto de 60 por cento dos seus 216 kms2 ocupados com floresta (125kms2), o que o torna num território de maior risco de incêndios, quer rurais quer estruturais, devido à dificuldade de gestão e domínio de certas atividades ou mesmo acidentes. “Este contexto obriga a que haja uma exigência operacional elevada e um nível de resposta o mais profissional possível, por parte dos bombeiros”, conclui o mesmo documento.