Não esperava. Andava tranquilo na minha vida, sem preocupações em relação ao vírus. Mas essa “despreocupação” foi sempre acompanhada com o respeito das regras de segurança estabelecidas pela Direção Geral de Saúde: Uso de Máscara, evitar ajuntamentos, manter o distanciamento físico, entre outras medidas.

A minha preocupação no decorrer destes dez meses de pandemia era conseguir trabalho, que me permitisse garantir o meu sustento, em todos os sentidos. De tanto procurar, no sentido de me ver livre desse desassossego, ainda não surgiu nada que me sossegasse. Imagino que o mesmo esteja a acontecer com muitos jovens, ansiosos em busca do primeiro emprego e/ou trabalho.

Cada vez mais, a situação pandémica está a complicar a vida das pessoas, sejam elas, crianças, jovens, adultos ou pessoas idosas, de todos os géneros, principalmente quando se procura a autonomia económico-financeira.

Ainda inconformado, mas incessantemente em busca de ocupação remunerada, entrou em mim o bicho, sem pedir licença, tal como em todos os corpos expostos.

E eu, naturalmente a lidar com a minha constipação irritante, que me atinge de cada vez que viajo para capital portuguesa, pensava que seria apenas a mesma situação. Espirros de um lado para outro, nariz a pingar sem parar, comichão nos olhos, guardanapos no nariz e ligeiras dores de cabeças. Tudo isso era já hábito!

Após contacto com alguém infetado, fiz o teste, confiante de que o resultado seria negativo, porque os sintomas que apresentava eram os habituais, os de uma constipação. Estava enganado. Deu positivo.

O compromisso continua a ser o mesmo, respeitar as regras de segurança estabelecidas, manter-me em confinamento obrigatório, alimentar-me bem, agradecer aos profissionais de saúde, proteger-me a mim e aos outros, e desejar melhoras a quem estiver infetado e se encontre em estado grave ou não.