A Comissão Política Concelhia (CPC) do Partido Socialista (PS) da Mealhada manifestou, este domingo, o seu “apoio total” e a sua “firme confiança” em todos os membros eleitos, em 2017, nas listas do PS, para a Câmara Municipal local e repudiou de forma enérgica a perseguição política e o ataque que está a ser movido, com origem em denúncias anónimas, contra o presidente, vice-presidente e vereadores e contra funcionários do Município.

Em reunião da “concelhia” socialista, cerca de 40 responsáveis da estrutura política aprovaram, por unanimidade, uma moção que mais do que manifestar apoio à equipa liderada pelo presidente Rui Marqueiro, desafia-o mesmo a recandidatar-se à Câmara da Mealhada em outubro de 2021.

“Tendo tomado conhecimento de notícias que dão conta da existência de um processo judicial em curso relacionado com um concurso para ingresso de um prestador de serviços na Câmara da Mealhada; sabendo nós que tal processo judicial resulta de uma denúncia formalmente ‘anónima’, mas muito previsível face a alguns comportamentos adotados, neste mandato autárquico, por um certo setor da oposição ao Executivo socialista; a CPC do PS da Mealhada, para além de repudiar energicamente esta judicialização da política autárquica, manifesta a sua total e firme confiança política nos seus membros com responsabilidades executivas na Câmara Municipal, designadamente na pessoa do seu presidente, o camarada Rui Marqueiro, que tantas vitórias já deu ao PS e muito desejamos que mais vitórias possa ainda conquistar para o nosso partido”, lê-se na moção.

Os membros da “concelhia” acrescentam: “o nosso apoio a todos os eleitos pelo Partido Socialista com responsabilidades executivas na Câmara da Mealhada é, hoje como ontem, inquestionável da parte da estrutura concelhia do PS. Sabemos o que está subjacente a este tipo de denúncias ‘anónimas’ e o que move os seus autores. As eleições autárquicas estão aí à porta. Não somos ingénuos. Mas não podemos pactuar com este tipo de campanhas de linchamento gratuito da honra, da probidade e do caráter dos nossos camaradas, que nos merecem toda a confiança. E não podemos permitir que manchem, como estão a tentar manchar, o bom nome, a reputação e o prestígio pessoal e profissional dos funcionários autárquicos que estão muito injustamente a ser atirados para a lama, com suspeitas infundadas, torpes, infames e ignóbeis, movidas exclusivamente por interesses político-partidários”.

Na mesma moção, a “concelhia” socialista faz uma referência aos funcionários da Câmara visados no processo judicial aqui em causa: “são pessoas de bem, que nos merecem toda a consideração e respeito. São pessoas sérias, competentes, trabalhadoras. Repudiamos, por isso, os ataques soezes de que estão a ser vítimas”.

Diz a CPC que, “em política, pelo menos para o PS, não vale tudo. Não pode valer tudo”.