Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, pediu ao Governo, e segundo a agência Lusa, “que aceite discutir um novo modelo de financiamento para a Fundação Mata do Bussaco, admitindo não indicar um sucessor do atual presidente, que cessa funções em agosto”.

O autarca “não esconde a preocupação com o futuro da Fundação que gere os 105 hectares de Mata Nacional, até porque as receitas de bilheteira que ajudam a compor o orçamento da instituição caíram para um quinto devido às restrições impostas pela pandemia covid-19”. Em cada semestre, e segundo o edil, “são pagos 250 mil euros em salários aos 40 colaboradores da Fundação”, sendo a Autarquia da Mealhada “a suportar financeiramente a Fundação”, modelo que o autarca quer ver repensado. O objetivo é o de se encontrar um modelo que permita partilhar custos com a administração central, sobretudo tendo em conta o valor histórico e natural da Mata.

Recordamos os nossos leitores que a saída de António Gravato da presidência da Fundação Bussaco, no próximo mês de agosto, voltou a ser focada na última reunião pública do executivo, que se realizou na manhã de 6 de julho. Na ocasião, Rui Marqueiro disse ir pedir uma audiência à tutela, uma vez que não está na disposição «de nomear mais nenhum presidente».

Depois de o vereador da oposição, Hugo Silva, questionar «se este braço de ferro não colocará a Fundação em “stand-by”», o autarca refutou: «Isto não pode ser só criar Fundações e depois deixá-las ao abandono. Basta um artigo a dizer que o presidente da Fundação é nomeado pelo Governo». «Não sei o que o senhor secretário de estado pensa sobre o assunto, mas a Fundação está a faturar 1/5 do que faturou em 2019 e autocarros (com turistas) no Bussaco já não existem….», lamentou o edil, referindo-se ao atual período pandémico que impôs restrições a nível mundial.