Tal como avançámos, no passado mês de abril, o mealhadense Gonçalo Breda Marques é o novo presidente do conselho diretivo da Fundação Mata do Bussaco, sucedendo ao socialista Guilherme Duarte, a quem o ministro da Agricultura e Mar reconhece «o mérito pelo trabalho desenvolvido». A cessação do mandato de Guilherme Duarte e a designação do novo presidente na única fundação existente no concelho da Mealhada foram publicadas, esta quarta-feira, 20 de maio, em Diário da República.
Gonçalo Breda Marques é licenciado em Gestão e exerceu o cargo de vereador, pelas listas do Partido Social Democrata, na Câmara da Mealhada, de 2001 a 2009. Foi deputado à Assembleia da República nas VIII e IX Legislaturas, nos anos de 1999 a 2005. Depois de 2013 e até 2015 exerceu funções de assessor e de adjunto no Ministério da Administração Interna. De abril de 2024 e até aos dias de hoje exerceu as funções de adjunto do Ministro dos Assuntos Parlamentares. Em 2013, 2014 e 2025 recebeu votos de louvor do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, do ministro da Administração Interna e do Ministro dos Assuntos Parlamentares, respetivamente.
A nível profissional, Gonçalo Breda Marques iniciou a sua atividade na área empresarial, em 1997, como sócio-gerente de uma sociedade de caixilharia em alumínio, com sede na Mealhada, na qual se manteve como sócio até novembro de 2015, «tendo interrompido as funções de gerência nos períodos em que exerceu cargos públicos», segundo nota biográfica publicada em Diário da República. De 1 de janeiro de 2016 até 8 de abril de 2024 manteve a sua atividade profissional numa empresa de consultadoria, com sede em Lisboa.
No despacho, com efeitos a partir do passado dia 15 de maio, do Gabinete do Ministro da Agricultura e Mar, tutelado por José Manuel Fernandes, é evidenciado que Gonçalo Breda Marques tem «o perfil adequado e demonstrativo da aptidão e da experiência profissional necessárias ao exercício do referido cargo», para um mandato com a duração de cinco anos, renovável uma única vez por igual período.
Já no despacho, do mesmo Gabinete, que cessa o mandato de Guilherme Duarte, o Ministro da Agricultura e Mar escreve que se torna «imperativo modificar as políticas a prosseguir, reforçando a capacidade de resposta da organização e a execução eficaz das atribuições que lhe estão cometidas», acrescentando haver «uma a necessidade de imprimir uma nova orientação à condução da atividade da Fundação Mata do Bussaco». José Manuel Fernandes presta ainda «reconhecimento público pelo trabalho desenvolvido», destacando «a dedicação, o empenho e sentido de serviço público evidenciados» por Guilherme Duarte, que esteve no cargo de presidente do conselho diretivo da Fundação desde 2021, em regime interino até junho de 2022, altura em que foi nomeado, por despacho, para efetivo presidente da Fundação num mandato para cinco anos, que terminaria a 11 de julho de 2027.
Comissões políticas locais manifestam-se
A Comissão Política na Mealhada do Partido Social Democrata congratula-se pela nomeação de Gonçalo Breda Marques, afirmando que «a sua ligação à Mata do Bussaco sempre foi séria, constante e profundamente enraizada no respeito pelo património natural, histórico e cultural da região». «Durante anos alertou para a necessidade da sua preservação, valorização e estabilidade institucional, demonstrando visão estratégica e compromisso com o futuro», lê-se numa publicação.
Também o Partido Socialista na Mealhada expressou o seu agradecimento a Guilherme Duarte «pelo trabalho de excelência, dedicação e brio profissional demonstrados ao longo do seu percurso na Fundação». «A gestão de um património tão rico e sensível saiu valorizada com a competência técnica e uma entrega pessoal rara, qualidades que o professor Guilherme sempre evidenciou. O seu contributo foi vital para a preservação, valorização e promoção deste ex-libris do nosso concelho e do país, e para a elevação da Mata Nacional do Bussaco a um patamar de excelência», lê-se ainda na mesma nota.
O impasse na reestruturação da presidência do conselho diretivo da Fundação Bussaco, existente no último mês, foi tema na sessão passada da assembleia municipal, tendo António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada e o primeiro presidente da Fundação Bussaco, afirmado que esta entidade «tem capacidades para a sua gestão diária», mas admitindo que «quanto a investimentos, a administração central tem que entender recuperar património. Quando isso acontecer, nós iremos acompanhar».
Textos de Mónica Sofia Lopes
Fotografias com Direitos Reservados























