A Galeria do Grupo Etnográfico de Defesa do Património e Ambiente da Região de Pampilhosa, situada no Mercado Municipal da Pampilhosa, no concelho da Mealhada, recebe, este domingo, dia 17 de maio, às 15h30, a iniciativa «Viajar no Tempo», conduzida pelo pampilhosense Mário Rui Cunha, sobre a temática «O “Chalet Suisso” do suíço Paul Bergamin». «Uma viagem pela história, arquitetura e visão de empresarial de quem deixou marca em Portugal», promete a organização.
A iniciativa, de entrada gratuita, tem o apoio da Junta de Freguesia da Pampilhosa e integra-se no âmbito do mercadinho mensal, proporcionado pela referida autarquia, que, nesse dia, contará com produtos locais, gastronomia, exposições, sessão infantil e um concerto com o Grupo Salatina, pelas 19h00.
O «Chalet Suisso», recorde-se, «foi edificado em 1886 com o objetivo de acolher e permitir descanso aos viajantes de maior estatuto social. O imóvel foi mandado construir por Paul Bergamin, um cidadão suíço, e era usado como hospedaria e residência familiar. A arquitetura do imóvel denuncia influências do estilo dominante na Suíça do século XIX, nomeadamente no telhado, na utilização de lambrequins de madeira e na magnífica sala de estar. Outro elemento distintivo do edifício prende-se com a utilização de barro vermelho da região nas fachadas, guardas e guarnições, desenvolvendo-se por quatro pisos. A hospedaria, com cozinha, sala de jantar e quartos, localizava-se no piso imediatamente por cima do rés-do-chão / cave. Entre esses quartos, encontrava-se o “real”, que a família real ocupava durante as suas viagens pela Beira e paragem para transbordo ou vinda para o Bussaco. Esse quarto terá sido usado pela primeira vez na noite de 18 para 19 de maio de 1886, quando D. Carlos veio à Pampilhosa receber a sua noiva, a princesa D. Amélia».
O imóvel foi adquirido pela Autarquia da Mealhada em 2017, tendo a obra de reabilitação sido adjudicada em outubro de 2022 pelo valor de 1.798.242,90€ (+ IVA), «para uma recuperação total do emblemático edifício que marca a paisagem da Pampilhosa, nomeadamente a zona da Estação de Caminhos de Ferro». Já este ano, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro deu a conhecer os projetos aprovados por fundos comunitários, de janeiro a março de 2026, e entre eles encontra-se esta obra com uma verba alocada de 450.179 euros de financiamento.
Segundo um comunicado de imprensa pela altura da adjudicação da empreitada, a intervenção incluiu «trabalhos de restauro, de estuques, pinturas e outros revestimentos, de carpintaria, de canalizações e condutas, de ajardinamentos, de instalações elétricas, de infraestruturas de telecomunicações, de sistemas de extinção de incêndios, de segurança e de deteção, de instalações de elevação, de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração, e de impermeabilizações e isolamentos».
Texto de Mónica Sofia Lopes
Imagem de Arquivo do Município da Mealhada























