O Município da Mealhada vai assinalar, no próximo domingo, o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, celebrado a 17 de maio, reafirmando o seu compromisso com os valores da igualdade, do respeito e da inclusão. Como gesto simbólico desta data, será hasteada a bandeira arco-íris (LGBTQIA+) num mastro do Jardim Municipal, às 10h00, numa iniciativa aberta à população, que pretende sensibilizar a comunidade para a importância da defesa dos direitos humanos e da promoção de uma sociedade mais justa, plural e livre de discriminação.
Através desta ação, quer o Município da Mealhada reforçar “a sua posição na promoção da dignidade de todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual, identidade ou expressão de género, valorizando uma comunidade assente na tolerância, na diversidade e no respeito mútuo”. “O Município da Mealhada acredita numa sociedade inclusiva, onde todas as pessoas possam viver com liberdade, segurança e igualdade de oportunidades”, refere António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada, apontando que “assinalar esta data é reafirmar o compromisso com esses princípios fundamentais”.
Em comunicado, o Bloco de Esquerda da Mealhada avança que estará presente no ato de hastear a bandeira, recordando ter apresentado uma proposta formal na Assembleia Municipal em 2021, “desafiando a Câmara da Mealhada a associar-se ao Dia Internacional Contra a Homofobia, tendo o executivo aceitado o repto e hasteado a bandeira LGBT pela primeira vez a 17 de maio de 2022, pelo que o partido se congratula com este posicionamento de quem não desiste de hastear este símbolo da luta pelo direito à diferença”.
O BE lamenta ainda que “chegados a 2026, assiste-se a um retrocesso que lamentamos seriamente, uma vez que a Assembleia da República aprovou, em votação final global no passado dia 17 de abril, o decreto que proíbe o hastear de bandeiras ‘de natureza ideológica, partidária ou associativa’ — que inclui a bandeira arco-íris — em edifícios públicos. A medida reuniu os votos a favor do PSD, Chega e CDS-PP. Esta medida, que ainda não é aplicada este ano, pois aquele decreto só entra em vigor 30 dias após a publicação formal em Diário da República, simbolizará um país mais cinzento e retrógrado”.
O Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, recorde-se, “evoca a decisão histórica da Organização Mundial da Saúde, que, a 17 de maio de 1990, retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais, constituindo um marco significativo na defesa dos direitos das pessoas LGBTQIA+ em todo o mundo”.























