Leia-se sobre este comunicado enviado pelo PCP a 29 de abril de 2020, a nota de retificação, ao abrigo do Direito de Resposta, remetida, a 4 de maio de 2020, por José Alberto Figueira Diogo, Presidente do Conselho de Administração da Pavigrés Cerâmicas, S.A.

 

No âmbito de uma visita de trabalho ao distrito de Aveiro, a deputada do PCP ao Parlamento Europeu, Sandra Pereira, esteve no concelho de Anadia a recolher informações sobre a situação actual no concelho e em particular sobre a situação dos trabalhadores no sector da cerâmica.

A grande maioria dos trabalhadores da Sanitana e do Grupo Pavigrés encontra-se em lay-off, quando entre 2017 e 2018, estas duas empresas acumularam lucros no valor de cerca de 9 milhões e 700 mil euros e 4 milhões e 400 mil euros, respectivamente.

A actual situação de surto epidémico, não pode justificar a perda de direitos ou de remuneração. O uso abusivo do instrumento lay-off por parte das grandes empresas, apenas visa transferir para os trabalhadores e para o orçamento da Segurança Social, os custos desta crise epidémica.

O PCP não minimiza a situação difícil que, em particular as micro, pequenas e médias empresas enfrentam e o esforço que estão a fazer no actual contexto, mas esta não é a realidade das grandes e lucrativas empresas, muitas delas, neste momento, a distribuir dividendos pelos seus accionistas.

O PCP continuará a intervir na denúncia e exigência de medidas que salvaguardem os direitos dos trabalhadores e envia uma mensagem de confiança a toda a população para que não desistam de lutar pelos seus direitos e que podem contar com o PCP nessa luta e reivindicação.

 

 

Fonte: PCP

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