FOMO, do inglês “Fear Of Missing Out”, em português “medo de ficar de fora” é uma das novas e preocupantes doenças que tem vindo a ser agravada pelo “consumo” desmesurado das redes sociais.

A facilidade com que se tem acesso a tudo o que todos fazem, da forma mais ou menos real, ou mais ou menos hipócrita, faz com que uma grande parte da população, especialmente os mais carentes e inseguros (com maior incidência da adolescência aos 35 anos, mas que pode afectar qualquer idade), se sintam por fora das tendências, ou achem que poderiam ocupar o seu tempo com actividades mais interessantes do que as que escolhem para si. Tantas são as vezes em que a escolha que fazem acaba por ser indiferente, porque, com a necessidade constante de estar conectados, perdem a melhor parte de cada sítio, as emoções dos momentos ou a companhia de quem poderiam desfrutar… É um “rolar no scroll” constante que chega a distrair da família e amigos e até a tornar-se perigoso pela distracção de acções que requerem atenção e segurança, como a condução, por exemplo! É socialmente muito grave, psicologicamente preocupante, e está ao nosso lado!

É muito importante criar a nossa própria realidade, conhecer-nos a nós próprios e assumir aquilo que nos faz feliz, sem receio de julgamentos ou de menor integração na comunidade. Afinal, aquilo que somos inclui o que gostamos e o que fazemos, e mediante a realidade de cada um se cria um círculo de amizades que nos respeita genuinamente.

O FOMO pode e deve ser encarado como uma das manifestações de alterações emocionais que carecem de tratamento, pela necessidade do indivíduo se sentir socialmente integrado e obter reconhecimento e validação dos seus pares.

 

 

Paula Gradim