Um veículo ligeiro despistou-se na Pampilhosa, no concelho da Mealhada, ao final da tarde do passado sábado. A condutora, sem ferimentos, mas alegadamente com uma taxa de alcoolemia elevada, foi levada para os Hospitais de Coimbra, tendo, contudo, saído do local mesmo antes de fazer os testes de sangue.

O acidente ocorreu cerca das 18 horas, no passado dia 2 de novembro, na Rua do Campo de Futebol, depois do Pontão, no sentido que vai desde as bombas Alves Bandeira à rotunda, numa via de acesso ao Itinerário Complementar 2.

Quem assistiu, garante ter visto o veículo ligeiro a circular em sentido contrário com os quatro piscas ligados, só parando depois de subir o lancil de separação das faixas e embater num sinal rodoviário. “Foi tudo em câmara lenta e os condutores dos primeiros veículos a chegarem ao local permaneceram, por instantes, dentro dos mesmos, por não entenderem bem o que tinha acabado de acontecer”, disse, ao nosso jornal, uma testemunha, considerando que “houve até receio, dado como as coisas decorreram, tão devagar e sem nexo”.

Bastante nervosa, a condutora foi primeiramente auxiliada por transeuntes e moradores das proximidades que ocorreram ao local, muitos deles comentando o que aparentava ser um estado de embriaguez da mulher.

Ao local deslocaram-se os Bombeiros Voluntários da Pampilhosa, com uma ambulância e dois tripulantes, e uma patrulha da Guarda Nacional Republicana que, segundo conseguimos apurar, após o respetivo teste de alcoolemia no local, o resultado terá ultrapassado o limite por lei, chegando mesmo ao já considerado “crime”.

A mulher, após ter sido identificada foi levada para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra para fazer os testes de sangue, os únicos que fazem prova em Tribunal, mas, segundo o nosso jornal conseguiu apurar, acabou por sair sem que os mesmos tivessem sido realizados, numa tentativa, ao que tudo indica, de “fuga” aos mesmos.

Agora, a condutora, residente numa localidade próxima da vila da Pampilhosa, incorre num crime de desobediência à autoridade, o que implicará ser chamada a Tribunal para responder pelo ato.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia de Arquivo