A escola de samba Sócios da Mangueira é a campeã na edição de 2019 do Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada, tendo vencido o terceiro “Troféu Joham d’Oliveira”, com o tema “Por tudo o que é mais sagrado”, onde fez alusão a cerca de dez religiões. Os resultados foram divulgados, ao início da madrugada de ontem, 6 de março, pela Associação de Carnaval da Bairrada, na Tenda de animação noturna.

Em dez quesitos – comissão de frente, mestre sala e porta bandeira, samba enredo, enredo, conjunto, evolução, bateria, harmonia, fantasias, alegorias e adereços – a Mangueira obteve a melhor pontuação em oito, tendo a melhor nota sido na Bateria com 29,90. Contas feitas, os Sócios da Mangueira obtiveram 296.80 pontos, o Batuque 294.60, os Amigos da Tijuca 293.90 e a Real Imperatriz 288.60. (Ver pontuações de todas as escolas em https://www.bairradainformacao.pt/2019/03/07/classificacao-quesitos-do-concurso-joham-doliveira-2019/)

Satisfeito, e sem esconder o orgulho no feito, Juvenal Santos, presidente da direção dos Sócios da Mangueira, revela que a chave do sucesso é a “dedicação”. “É uma escola com dedicação no tempo para os ensaios, com dedicação para idealizar fantasias, com dedicação para discordarmos e mesmo assim estarmos, todos juntos, sempre muito empenhados”, elogia o dirigente.

Com a recente vitória, os Sócios da Mangueira sagraram-se, em 2019, tricampeões, um título que não é novidade para a escola, uma vez que a colectividade é a que tem maior número de taças arrecadadas no Carnaval da Mealhada, num total de nove. Para além disso, conquistaram o troféu de melhor escola de samba do país no ano de 2016 e o samba-enredo, da autoria de Xandinho, foi considerado também o melhor, a nível nacional, em 2018.

“Considero que o nosso desfile, na tarde de domingo, foi perfeito e, de certa forma, contava que o resultado pudesse ser este”, referiu Juvenal Santos, fazendo um balanço “muito positivo” do Carnaval da Mealhada em 2019.

Os Sócios da Mangueira arrecadaram o terceiro “Troféu Joham d’Oliveira” (anteriormente o concurso era organizado por um jornal local e tinha outra designação), uma homenagem a um folião do Carnaval da Mealhada já falecido e fundador, há quarenta anos, precisamente da escola que arrecadou os três primeiros troféus com o seu nome.

O concurso é fruto de uma coorganização das quatro escolas de samba e a ACB, tendo vinte e cinco jurados, onde cada entidade escolhe cinco júris.

Este ano, e já no final de março, a escola aguarda os resultados dos Globos do Samba onde está nomeada em nove categorias. “Já é uma vitória muito grande estarmos nomeados em tantas categorias, numa avaliação que é o resultado da opinião de todas escolas de samba do país”, confessou Juvenal Santos.

Para o dirigente este foi o seu primeiro Carnaval no regresso à presidência, depois de uns anos sob a liderança de André Castanheira. “O resultado significa o manter da qualidade e isso é o mais importante para qualquer equipa”, enalteceu.

Na noite de divulgação dos resultados, Francisco Aleixo, da ACB, prestou um agradecimento “a todas as escolas e seus staff”, relembrando que são elas “a parte mais importante das decisões da ACB”.

O prémio (quadro escultórico) entregue por Alexandre Oliveira, presidente da direção da mesma entidade, a Juvenal Santos, presidente da escola vencedora, foi realizado por Filomena Beja, designer de profissão, natural de Condeixa-a-Nova e a viver na Mealhada desde 2010, completando, este ano, vinte anos de carreira.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografias de JOSÉ MOURA em https://www.facebook.com/bairradainformacao/