Precisamente à hora do arranque do corso do Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada, ao início da tarde de terça-feira, dia 5 de março, o terceiro, e último, na edição de 2019, a chuva caiu em força e levou a organização a cancelá-lo, não estando previsto outro evento.

A Associação de Carnaval da Bairrada (ACB) não adiantou, até ao fecho da nossa edição, o número de pessoas que entraram no recinto do evento, mas pelas ruas da Mealhada circulavam, cerca das 15 horas, algumas centenas.

“Foi a primeira vez que viemos, mas acabamos por não ter sorte”, disse-nos Carolina Azevedo, oriunda de Leiria, que veio assistir ao espetáculo na companhia do namorado. “Vimos na televisão as imagens dos últimos desfiles e pareceu-nos interessante”, acrescentou a jovem, que sem ver “o rei e rainha do Carnaval”, não perdeu a viagem e ia visitar a vila do Luso. “Chegámos aqui pouco depois das 13 horas e fizemos amizade com dois casais de Mangualde que nos sugeriram ir ao Luso. É isso que vamos fazer!”, acrescentou a jovem, enquanto se afilava para ser ressarcida do valor dos bilhetes adquiridos.

A decisão de cancelar o desfile foi tomada pela ACB, Câmara da Mealhada e as quatro escolas de samba: Amigos da Tijuca, Batuque, Real Imperatriz e Sócios da Mangueira. “Esticámos ao máximo o que conseguimos para não cancelar o desfile, até porque para nós não havia a opção de adiar”, começou por referir Alexandre Oliveira, presidente da direção da ACB, alegando que “por uma questão de logística” ou o desfile saía na tarde de terça ou não saía mais.  “Decidimos que o cancelamento era o melhor”, acrescentou o dirigente.

Apesar disso, a festa prosseguiu, durante a tarde, na Tenda, com a atuação das quatro escolas de samba, e a animação noturna, que contou com Pegada Careoca. Durante a noite, tudo indica que tenham sido divulgados os resultados do “Troféu Joham d’Oliveira”, que sagrará a escola campeã do Carnaval da Mealhada em 2019. Uma avaliação, co-organizada pela a ACB e as quatro escolas de samba, em dez quesitos – nomeadamente samba-enredo, alegorias, mestre-sala e porta-bandeira, etc. -, por um painel de vinte e cinco jurados e que foi realizada durante o desfile de domingo.

“Fazemos um balanço muito positivo desta edição. Foram dias de muita diversão e as escolas de samba têm cada vez mais qualidade”, elogiou o presidente da direção da ACB, adiantando que no corso de tarde de domingo estiveram sete mil e quinhentas pessoas e no de segunda-feira à noite três mil e quinhentas.

 

Mónica Sofia Lopes