Despoluição do rio Cértima, criação de um Parque Biológico, turismo na Bairrada com incidência na Mata do Bussaco e um museu interactivo da água foram muitas das ideias apresentadas, ao final da tarde de 13 de março, na Mealhada, para o Orçamento Participativo Portugal. A sessão contou com a presença da secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, que deu “dicas” para que o máximo de ideias possível sejam válidas e possam chegar a ser uma realidade.

Ideias não faltaram no Encontro de Participação do Orçamento Participativo nacional, que se realizou no Espaço Inovação da Mealhada, e onde estiveram mais de quatro de dezenas de participantes, oriundos de vários pontos da região, mas essencialmente da Mealhada e Águeda.

Divididos por grupos, na sessão desta terça-feira, estiveram, por exemplo, Nuno Cruz e Augusto Mamede, ambos de Casal Comba, que elaboraram uma proposta conjunta sobre “despoluição do rio Cértima, aproveitamento das represas para rega e levantamento da fauna e da flora”. “Este seria um projeto a envolver os municípios da Mealhada, Anadia, Oliveira do Bairro e Águeda”, declararam, ao nosso jornal, os participantes representantes do Rancho de São João e dos Escuteiros de Casal Comba.

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Em 2018, o Orçamento Participativo Portugal, que vai já na segunda edição, conta com cinco milhões de euros disponíveis do Orçamento de Estado para este fim, quase mais dois milhões do que existiu no ano passado.

“São propostas das pessoas, votadas pelas pessoas”, declarou Graça Fonseca, referindo que, em 2017, concorreram oitocentas propostas, sendo que destas, trinta e oito saíram aprovadas e estão a ser executadas. A mais votada, recordou, foi a “Cultura para Todos”, que estabelece que “todos os jovens, que fazem dezoito anos este ano, possam usufruir de cultura – teatro, música, museus, etc. -, por todo o país, gratuitamente”.

A secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa aconselhou ainda para que os projetos tenham uma ligação regional. “Aqui na Mealhada, por exemplo, a Mata Nacional do Bussaco, este bocado de território extraordinário, pode ser um ótimo motivo para dar início a uma ideia abrangente”.

No fundo, diz Graça Fonseca, “quando pegam no formulário devem pensar ‘se pudessem decidir o que fariam?’. Este ano não há limitações de área, logo podem ser ideias de vários tipos com abrangência nacional ou regional”.

E é por isso que cada pessoa pode votar duas vezes: uma em projeto de âmbito nacional e outra regional. A votação pode ser feita por sms, gratuito, ou através do sítio na internet http://opp.gov.pt/. Mas isso só a partir de 11 de junho. Por agora, quem for ao site, e até dia 24 de abril, pode sim submeter uma ideia. Podem concorrer cidadãos nacionais e estrangeiros a residir legalmente em Portugal, com idade igual ou superior a dezoito anos.

“São muitas as ideias que podem ser realizadas até que se atinjam os cinco milhões de euros. No ano passado conseguimos ter trinta e oito por pouco mais de três milhões de euros, já não conseguindo, contudo, financiar o trigésimo nono”, explicou, desta forma, a secretária de Estado, sobre o método utilizado para o número de projetos abrangidos.

 

Reportagem de Mónica Sofia Lopes

Galeria de fotografias, de José Moura, em http://www.facebook.com/bairradainformacao/