A aquisição do imóvel “Chalet Suiço”, na vila da Pampilhosa, por trezentos e quarenta e nove mil quinhentos euros foi aprovada, por maioria, em reunião de Câmara da Mealhada, com o voto contra de Hugo Alves Silva, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, que regressou à vereação da autarquia, em regime de substituição, no passado dia 5 de junho.
Há já algumas semanas que Rui Marqueiro, presidente da Câmara, mostrou interesse em adquirir o edifício devoluto do “Chalet Suiço”, para recuperação, bem como, aproveitar os terrenos adjacentes para que possam servir de “apoio” ao “novo” Mercado da Pampilhosa (uma obra que também já foi adjudicada), e está inserida na estratégia que o executivo tem para a requalificação da Baixa da Pampilhosa (ler https://www.bairradainformacao.pt/2017/05/03/chalet-suico-na-pampilhosa-vai-ser-adquirido-pela-camara-da-mealhada/).
Mas Hugo Silva considera que o “espaço representa em termos de investimento aquilo que se pode chamar um icebergue”. “O valor de aquisição é conhecido, mas desconhecemos noventa por cento do valor a aplicar, algo que pode ditar um rombo que comprometa as contas do município”, afirmou o vereador.
Para Hugo Silva há “total ausência de fim ou destino do espaço”, o que pode levar “a um custo de obras a rondar um milhão e quinhentos mil euros”. Para além disso, alega “estar situado numa zona degradada, que não está aprazível, a praticamente nenhum tipo de negócio”.
Arminda Martins, vereadora na autarquia, garantiu: “Não estamos a comprar tralha velha. Estamos adquirir este imóvel porque queremos fazer uma requalificação da Baixa da Pampilhosa, com cabeça, tronco e membros”.
Uma declaração “apoiada” pelo vereador José Calhoa, que explicou que “a Pampilhosa precisa destes espaços, para ser dada uma nova dinâmica junto à Estação”. “Hoje, a Câmara respira saúde financeira e podemos fazer estes investimentos. Com calma e serenidade vamos saber que destino lhe dar. Por outro lado, devemos preservar um edifício histórico, que pode ter um enorme potencial turístico, quando houver uma rota definida nesse sentido”, acrescentou.
Rui Marqueiro explicou que o edifício pode vir a ser “muita coisa, nomeadamente, um Museu” e que, em última instância, “se não tiver nenhuma utilidade pública, pode e deve ser entregue à sociedade civil pampilhosense”.
Marlene Lopes e Gonçalo Louzada, da Coligação, apesar de “reservas” votaram favoravelmente a aquisição. “Acho que é uma pena um edifício daqueles ‘cair’ e se estiver nas ‘mãos’ da Câmara isso será mais difícil de acontecer”, afirmou o vereador.
Já depois da reunião, e segundo o «Bairrada Informação» conseguiu apurar, a autarquia tenciona “auxiliar-se junto das associações da freguesia” para munir-se de informações suficientes e poder “encomendar um projeto de recuperação”.























