O executivo municipal de Anadia tomou conhecimento, na reunião pública, que se realizou na manhã de 25 de janeiro, de que os serviços administrativos dos Bombeiros de Anadia, já estão a funcionar num espaço do Centro Cultural de Anadia. E tudo porque, conforme avançamos no passado mês de dezembro, o quartel estará em obras de requalificação durante um ano.

Foi a 17 de dezembro, no início da comemoração dos oitenta e três anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia que Jorge Gomes, Secretário de Estado da Administração Interna, afiançou: “a obra de requalificação do quartel pode ter início, uma vez que já foi aprovado pela Comissão Europeia quatrocentos mil euros para esse fim”.

Uma obra também apoiada pela Câmara de Anadia, não só financeiramente, mas na disponibilização de meios físicos, como é exemplo, a cedência de uma sala no Centro Cultural de Anadia. “A logística é complicada e difícil de enquadrar, mas estamos a fazer os possíveis. O comando operacional será localizado num outro local”, declarou Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia.

E as instalações que irão receber o quartel, durante um ano, segundo conseguimos apurar junto do presidente da direção da Associação, “estão, neste momento, em obras de adaptação”, não havendo ainda uma previsão de data para a “mudança”.

Ao «Bairrada Informação», Ana Matias, comandante da corporação, explicou que, desde que tomou conhecimento da mudança, está “concentrada e preocupada em garantir uma alternativa que garanta a permanência dos operacionais e principalmente a continuidade da prestação de socorro à população”.

«Decorrem atualmente as devidas adaptações de um espaço/edifício em Anadia que deverão estar concluídas até 3 de fevereiro (caso não haja nenhum contratempo) e que nos deverão permitir deslocalizar o Corpo de Bombeiros por completo, a partir dessa data. Deslocalizar um Corpo de Bombeiros na sua totalidade não é tarefa fácil e obriga a uma organização e esforço acrescido de todos os bombeiros. É uma logística que envolve uma enorme articulação e coordenação. Estamos um pouco apreensivos, mas esperamos conseguir coordenar tudo de forma a que tenhamos condições para trabalhar e que a população não sinta essa mudança», concluiu ainda Ana Matias.