Cerca de meia centena de antigos funcionários da sede na Mealhada do Instituto da Vinha e do Vinho, mas também das delegações de Pinhel, Águeda e Viseu, reuniram-se, no passado sábado, num restaurante mealhadense, um encontro, aliás, que tem vindo a ser feito praticamente todos os anos desde 2015.
Dezenas de pessoas trabalharam naqueles edifícios, situados no centro da cidade, hoje propriedade da Câmara da Mealhada. «Em 2006, os serviços de fiscalização foram extintos na Mealhada e os poucos que ficaram, como os administrativos, foram terminando com a reforma dos trabalhadores ou passagem para outros organismos, como a ASAE ou Direção Regional de Agricultura», explicou Cristina Couceiro, antiga funcionária do I.V.V. na Mealhada e a responsável por promover estes encontros – este ano com um almoço no Rei dos Leitões -, confessando que, para além, «do contacto entre todos, estes momentos mantém viva a memória do organismo que nos diz muito a todos. Inclusive duas estagiárias que tivemos na altura, vêm sempre a estes almoços e isso diz muito do espírito que se vivia no I.V.V. na Mealhada».
Presença assídua em todos os encontros, falamos com Helena Diogo, primeira mulher Chefe de Divisão de Fiscalização do I.V.V. «Comecei em Lisboa, mas vinha a Mealhada muitas vezes dar apoio jurídico, tendo depois cá ficado alocada, durante sete anos, até ao seu encerramento», referiu, ao nosso jornal, recordando «uma grande casa». «O I.V.V. será sempre uma referência e a Mealhada foi repetidamente o local escolhido para o encontro dos serviços, quando ainda laborávamos. Continuando a encontrarmo-nos é dar vida a este organismo», referiu ainda, confessando: «Custa-me muito passar por aqueles edifícios e vê-los daquela forma».
De Pinhel, encontramos Manuel Pires Martins, que trabalhou 40 anos na delegação de Viseu do I.V.V. «Estava na fiscalização e tinha muitas brigadas com os colegas da Mealhada. Estes encontros reforçam a admiração que temos uns pelos outros, tendo em conta tantos anos que trabalhamos juntos em vários locais do país», enalteceu, recordando «as memórias desses tempos e a boa disposição que tínhamos».
Mónica Sofia Lopes

























