O Município da Mealhada e A Rubato | academia de artes inauguraram, no passado fim-de-semana, a exposição “Música de Protesto – Contextos, vozes e significados”, na sala de exposições do Cineteatro Messias. A mostra tem associada outros momentos culturais ao longo do mês.

Este foi o arranque das comemorações do 25 de Abril no Município da Mealhada. A exposição “Música de Protesto”– Contextos, Vozes e Significados propõe uma reflexão profunda sobre o papel da música como ferramenta de consciência cívica, memória e liberdade. A inauguração oficial contou com um momento musical a cargo do Coral Alva Canto.

A exposição, que estará patente até ao dia 30 de abril, explora a dualidade da música como fenómeno social. Desde a sua utilização como propaganda ideológica durante o Estado Novo até à resistência cultural do Neorrealismo, que inspirou artistas como Fernando Lopes-Graça, Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira.

Associada à exposição, a programação integra ainda uma tertúlia temática, que servirá de palco ao lançamento do livro “Adriano”, da autoria de Octávio Fonseca, próximo sábado, dia 18 de abril, às 16h00, e um concerto temático protagonizado pelo quarteto “Tomar-lhe o Gosto”, celebrando o repertório de intervenção nas vésperas das comemorações de Abril, no dia 24, às 21h30, no Cineteatro Messias.

As cerimónias protocolares do Município da Mealhada para evocar a efeméride vão centrar-se, como habitualmente, ao longo de todo o dia de 25 de Abril.

Em simultâneo, as bibliotecas escolares da Mealhada recebem “uma exposição itinerante sobre livros e autores censurados durante o Estado Novo, concebida pela Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, em resposta a um desafio feito pelas coordenações locais do Plano Nacional das Artes e da Rede Nacional de Bibliotecas Escolares”. “Cinco conjuntos de exemplares de livros proibidos durante o Estado Novo circulam em caixas pelas bibliotecas escolares. Essas caixas com uma frente perfurada, integram a própria exposição: uma estará fechada, podendo espreitar-se as lombadas de livros que estão inacessíveis. A outra liberta os livros”, lê-se numa publicação da Biblioteca Municipal da Mealhada.

 

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