A Urbanização do Choupal, na cidade da Mealhada, «ganhou» três peças escultóricas, de três metros de altura cada uma, do artista Robert Panda, que têm como tema o leitão. As peças, cujo o investimento rondou os 16 mil euros, foram construídas em fibra de vidro, textura em resina, estrutura em ferro e pintura com acabamento mate.
«Onde está o leitão?», «atrasado para o leitão» e «alguém lhe leve um leitão» são as «legendas» de cada peça, realizadas pelo mentor do projeto «I am stupid», que, segundo Robert Panda, oriundo da região do Alentejo, faz «uma abordagem filosófica à parvoíce humana, tendo por base a colocação de figuras antropomórficas estilizadas e amigáveis, produzidas com materiais como papel e fita adesiva, fibra de vidro ou cimento, em vários locais de modo a surpreender e a interagir com os transeuntes».
Neste caso, explica o autor das peças – que tem trabalho espalhados pelo país, mas também no Brasil, Londres, Paris, Madrid e Senegal – «está criada uma espécie de roteiro do leitão, de uma forma peculiar que possa mudar o dia de alguém ou criar algum sentimento diferente em cada pessoa». «Aqui está a matéria-prima para as pessoas darem largas à imaginação e quem sabe até um nome a cada boneco», desafia.
Para o presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, «a arte urbana é fundamental e uma forma de divulgar um local, através de fotografias que as pessoas possam tirar ao passar pela Mealhada, por exemplo, para comer leitão. Capta turistas, munícipes e quem sabe novos residentes».
Palavras corroboradas por Filomena Pinheiro, vice-presidente da Autarquia da Mealhada, que defende que este tipo de arte «atrai as pessoas para a rua, suscitando diversas reações. Isto fará com que se olhe para o espaço público». Para além disso, a autarca considera que «um professor(a) pode vir à rua com os seus alunos e, a partir daqui, criar uma história à volta das imagens».
Mónica Sofia Lopes
























