António Jorge Franco é o candidato à Câmara da Mealhada pelo Movimento Independente Mais e Melhor, que foi apresentado, na tarde do passado sábado, no Carqueijo. O novo movimento, que está na corrida às próximas eleições autárquicas, traz Carlos Cabral, antigo presidente do Município, como candidato à Assembleia Municipal da Mealhada e leva Nuno Veiga, atual presidente da Junta de Casal Comba eleito pelas listas do PS, como candidato à mesma Autarquia, mas agora pelo «Mais e Melhor».

«Aqui estão cidadãos empenhados e unidos, que se apresentam como uma alternativa. Move-nos fazer mais e melhor pelo concelho da Mealhada, pelo caminho da inovação, prosperidade e empreendedorismo», começou por dizer António Jorge Franco, ex-vereador municipal e ex-presidente da Fundação da Mata do Buçaco, acrescentando que «com ética, trabalho e rigor, a equipa pretende elevar o concelho ao nível que merece».

O candidato enfatiza querer «criar um concelho mais atrativo ao nível do espaço público e da mobilidade; recuperar os efeitos nefastos da pandemia; e apoiar e trabalhar ao lado dos autarcas das Juntas», garantindo que, em caso de vitória, será criado «o pelouro das Juntas de Freguesia». «O que nos move é o bem comum de toda a comunidade e não os interesses pessoais», disse.

Como candidatos às Freguesias, Diogo Ribeiro encabeça a lista do Luso; Ângelo Cortesão, a de Barcouço; Mário Rui a da Pampilhosa; António Toscano a da Vacariça; Nuno Veiga a de Casal Comba; e Abílio Semedo a da União de Freguesias da Mealhada, Ventosa do Bairro e Antes. «Quando temos espinha dorsal é fácil estar aqui», referiu Nuno Veiga, atual presidente da Junta de Casal Comba e candidato à mesma Autarquia, admitindo «estar na génese da criação deste movimento». «É o sentido de cidadania que me faz estar aqui», referiu, lamentando que «nos últimos oito anos de gestão as freguesias tenham sido esquecidas». O candidato sublinhou ainda que, nas autárquicas de 2017, o concelho da Mealhada registou uma taxa de abstenção na ordem dos 50%. «É isto que tem que mudar!», afirmou ainda.

Depois de muitos anos afastado das lides políticas, Carlos Cabral, ex-presidente da Câmara Municipal pelas listas do PS, decidiu agora regressar e abraçar o projeto independente enquanto cabeça de lista para a Assembleia Municipal, «por acreditar que se trata de um projeto que irá primar pela honestidade, dedicação e confiança num futuro construído por todos e para todos».

«Há um ano e tal abandonei o Partido Socialista e fi-lo porque a Câmara decidiu vender a EPVL», referiu o candidato, enaltecendo «a coragem de Nuno Veiga em votar contra» e afirmando que «ninguém da “maioria” na Assembleia teve coragem para dizer que aquela venda estava muito bem. Uma assembleia que não foi capaz de defender as suas posições significa uma venda envolta em mistério». «Neste período de oito anos, a maior parte das decisões foram tomadas sem ouvir a população», lamentou ainda Carlos Cabral, garantindo que, atualmente, há «ausência de democracia» e um clima de «medo».

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia de Miriam Vieira