O executivo municipal da Mealhada aprovou, na manhã de ontem, a atribuição de subsídios, no valor global de 78 mil euros, a 13 Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, que, segundo Rui Marqueiro, presidente da Autarquia, atravessam «cada vez mais dificuldades», agora agravadas com a pandemia covid-19.

«Face à atual situação de pandemia convid-19, as IPSS do município da Mealhada depararam-se com despesas não previstas e quebras nas receitas, devido ao encerramento temporário de respostas sociais, tendo, contudo,  de continuar a assumir os encargos financeiros e as despesas correntes», lê-se na proposta de apoio financeiro, que acrescenta que, «apesar da recente abertura de algumas respostas sociais», se verifica «uma acentuada diminuição da frequência de utentes, originando uma quebra significativa das receitas provenientes das mensalidades, refletindo-se assim num desequilíbrio orçamental».

A distribuição dos apoios financeiros foi aprovada em função do número de utentes e de funcionários de cada IPSS, sendo atribuído um montante mínimo de 2500 euros a cada instituição. «Naturalmente que haveria muitas maneiras de se fazer isto e o sistema não será perfeito, mas pareceu-nos o mais justo», declarou Nuno Canilho, vereador responsável pelo pelouro da Ação Social, garantindo que os números são obtidos «por informações das próprias IPSS, mas também da Segurança Social». «Cada vez que havia dados novos, o cruzamento da informação era feito quase ao minuto», referiu.

Hugo Silva, eleito pela coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», também concordou com o facto de existir um montante-base, «uma vez que há questões implementadas transversais a todas as instituições».

Um valor que Rui Marqueiro diz «ajudar as instituições mais pequenas», as que, sem este critério universal, receberiam um valor residual. «A Câmara Municipal entendeu que, para além de todo o apoio que foi dando às IPSS desde o início da pandemia, nomeadamente com a oferta de equipamentos de proteção individual e testes COVID-19, devia também ajudar financeiramente», destacou ainda o edil.

Em face dos critérios, a Santa Casa da Misericórdia da Mealhada será a instituição que irá receber mais dinheiro (14.810,75 euros), logo seguida do Centro de Assistência Paroquial da Pampilhosa (8.990,73 euros), Jardim de Infância Dr.ª Odete Isabel – Barcouço (8.320,02 euros), Centro Social da Freguesia de Casal Comba (8.125,30 euros), Associação Desportiva, Cultural e Recreativa de Antes (6.978,60 euros), Jardim de Infância de Sant´Ana- Mealhada (5.507,37 euros), APPACDM – Centro de Santo Amaro -Casal Comba (4.165,95 euros), Centro Paroquial de Solidariedade Social de Ventosa do Bairro (3.949,60 euros), Casa do Povo da Vacariça (3.906,32 euros), Centro Social Comendador Melo Pimenta-Luso (3.733,24 euros), Associação e Jovens Cristãos do Luso (3.430,34 euros), Fundação Bissaya Barreto-Casa da Criança D. Maria do Resgate Salazar-Luso (3.192,34 euros) e o Centro Comunitário do Canedo-ADE LO (2.889,44 euros).

Também ontem foi desativado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil da Mealhada que havia entrado em vigor, por causa da pandemia da covid-19, no passado dia 26 de março. O município da Mealhada, recorde-se, tem apenas, e desde o início da pandemia, 22 infetados por coronavírus, tendo sido quatro deles registados na última sexta-feira, depois de semanas sem qualquer caso novo.

 

 

Mónica Sofia Lopes