O secretário de Estado das Florestas visitou, ontem, a Mata Nacional do Bussaco e acompanhou os trabalhos de limpeza e recuperação que estão a ser feitos após a destruição causada pela passagem das tempestades Elsa, Fabien e Glória, nos passados meses de dezembro e janeiro. As intervenções estão a ser apoiadas pela Navigator, nomeadamente com equipamento mais robusto que consegue intervir em árvores com porte de cerca de seis toneladas.

Fruto do plano de contingência implementado a nível nacional por causa do Covid 19, a Mata do Buçaco está encerrada ao público desde meados do passado mês de março. Apesar disso, continuaram alguns dos trabalhos de limpeza e cortes de árvores provocados pelas últimas tempestades. Esta semana, a estas intervenções juntou-se a maquinaria robusta da «The Navigator Company».

«São equipamentos que a Fundação não possui e que são uma grande ajuda para a remoção de cepos e árvores, muitas delas com cerca de seis toneladas», declarou, ao nosso jornal, António Gravato, presidente do conselho diretivo da Fundação Mata do Bussaco, explicando que existe um compromisso entre esta entidade e a Navigator, desde Junho de 2018, que se traduz habitualmente em ações de voluntariado e apoio, por exemplo, na realização do festival infantil Catrapim. «Este ano com a limitação e cancelamento na maioria das nossas atividades, a Navigator percebeu que nos poderia também ajudar desta forma», continuou o autarca.

Os trabalhos mais robustos, que duram até a próxima sexta-feira, contaram, na manhã de ontem, com a visita do secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino, que foi acompanhado por António Gravato e Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada e responsável pela Proteção Civil do Município.

«Este tipo de fenómenos que acontecem na Natureza obrigam-nos a pensar e a preparar a Mata para enfrentar os ciclones, que estamos certos de que cada vez vão acontecer com maior frequência», referiu ainda António Gravato, explicando que a visita do secretário de Estado serviu também ver «in loco» um dos projetos que contará com o apoio da tutela, nomeadamente, «a reconstrução do tanque de prevenção de incêndios e de rega na curva do conjunto arbóreo das Sequoias» e «a correção torrencial da ribeira Vale dos Abetos e dos Fetos que provocou uma enxurrada que levou à devastação completa dos 500 metros da Alameda do Vale dos Fetos, um local privilegiado pelos turistas e onde se encontrava a melhor coleção de Fetos Arbóreos do Bussaco».

Sobre a possível abertura da Mata do Buçaco, e serviços adjacentes, tais como, a Esplanada, Loja e Convento, para o próximo dia 1 de maio, António Gravato explica que «ainda está em fase de estudo». «Queremos abrir o espaço o mais depressa possível até para que a Fundação possa voltar a ter as suas receitas, mas para receber o público temos que estudar e preparar novas formas organizativas do espaço. É isso que estamos também a fazer esta semana», afiançou António Gravato.

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Imagens com Direitos Reservados