Partindo da Mealhada para alguns locais do mundo e regressar novamente ao concelho mealhadense é este o enredo que a escola de samba Batuque quer transportar para a avenida. “No ano passado demos uma volta pelas Arábias, em 2020 pensamos em ir mais além e correr por outros países”, explica Jorge Pires, carnavalesco do Grémio Recreativo Escola de Samba Batuque.

“Fiz as malas, viajei” levará a uma volta pelo mundo, onde cada ala representa um país. “Teremos em cada corso 160 desfilantes”, afirma Ricardo Cosme, presidente da direção da escola, garantindo, contudo, ser um número “inferior ao do ano passado”, mas onde se nota renovação: “Temos muita gente nova a entrar”.

Sobre os preparativos deste ano para o Carnaval, Jorge Pires afiança “estar tudo demasiado orientado para aquilo que tem vindo a ser habitual”. “Não começamos mais cedo do que em anos anteriores, mas a organização está a fazer toda a diferença”, afirma Jorge Pires. Uma declaração corroborada por Ricardo Cosme que explica que “a equipa já é a mesma há alguns anos e está tudo muito esquematizado”. “Apesar de não ter havido sobressaltos até agora, sabemos que esta semana será a principal nesta corrida até ao Carnaval de 2020”, declarou ainda.

Em termos de dificuldades, o presidente da direção aponta “a gestão financeira” como o principal problema. “Não temos autonomia para dar início aos preparativos sem esperarmos a verba que nos é concedida”, diz Ricardo Cosme, que lamenta que todos os anos a escola ultrapasse “o valor que nos é financiado”. “Depois temos que andar o resto do ano a trabalhar para conseguir colmatar isso”, enfatiza.

Presidente e carnavalesco prometem “uma grande viagem por outras culturas com a animação habitual do Batuque”. “Tudo aponta para que esteja bom tempo”, apela Jorge Pires, confessando que o desfile noturno, na sua opinião, “é o melhor”. “É uma emoção desfilar à noite. Para além disso, nesse dia (noite) não há mais nenhum Carnaval no país e dá oportunidade de pessoas de outros locais virem assistir ao nosso”, enaltece Ricardo Cosme.

 

 

Mónica Sofia Lopes