“Nove e Zero. A Tijuca não esteve, mas vai lá estar” é o tema da escola Amigos da Tijuca, de Enxofães, no concelho de Cantanhede, que pretende “fazer uma viagem pelos anos 90”, uma época em que a coletividade ainda não existia, pois só nasceu em 2004.

“Para muitos é o reviver desses tempos gloriosos. Para outros é uma novidade e surpresa, por serem mais novos e desconhecerem muitas das coisas”, explica Gisela Oliveira, que a par de Lúcia Covas e Tomás Almeida são os carnavalescos da escola na edição de 2020 do Carnaval da Mealhada. “É muito engraçado ver a malta mais nova da escola a fazer pesquisa na internet sobre algumas coisas que vamos retratar”, acrescenta.

E ao longo dos três corsos, os Amigos da Tijuca representarão diversos outfit’s, marcas e personagens da época, bem como a música, a cassete e o walkman. No enredo saltará a vista a série marcante Baywatch e o programa Big Show Sic. “Vamos também ter uma ala-show que vai tornar vivo um jogo muito mediático da época”, desvendou ainda, ao nosso jornal, Lúcia Covas, acrescentando que “o lego e a pastilha Gorila não faltarão na avenida”.

A escola levará em desfile cerca de 130 elementos, um número superior ao do ano transato. “Temos elementos de Cantanhede, mas também de Coimbra, das praias de Mira e da Tocha, de Condeixa e de Ceira, por exemplo”, enaltece Joaquim Cipriano, presidente da direção, garantindo que se nota uma grande procura de pessoas de fora em participarem, como desfilantes, na escola que lidera.

E apesar dos preparativos terem começado tarde, os responsáveis por colocar a escola na rua dizem que “tudo foi feito de maneira mais simples e assertiva, tornando-se eficiente”. “Num mês e pouco temos um Carnaval na rua… e bem feito”, garante Gisela Oliveira, que apela a uma grande assistência nos corsos: “Venham e batam palmas à passagem das escolas”. “Todo este trabalho só faz sentido com o público na assistência”, remata Lúcia Covas.

 

 

Mónica Sofia Lopes