Uma autêntica aula de história portuguesa é o que a escola de samba da freguesia de Casal Comba, Real Imperatriz, pretende levar para a avenida com o tema “Imperatriz à descoberta do mundo”.

“Iremos retratar os principais acontecimentos da história portuguesa e dos Descobrimentos, nomeadamente algumas conquistas como a da Índia, Africa, China, Japão e o Brasil”, começa por nos explicar Inês Almeida, que a par com Micael Lourenço e Teresa Silva são os carnavalescos da escola no Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada.

“Este ano somos à volta de 130 elementos, um número superior ao do ano passado”, acrescenta Inês Almeida, garantindo que “a maior parte dos elementos da escola são pessoas de fora”. “Em 2019 tivemos muitas pessoas de Coimbra que, este ano, para além de regressarem, ainda trouxeram amigos e família”, corrobora Teresa Silva, considerando ser este um fator “de grande evolução da escola”.

Sobre a mudança do Carnaval para o centro da cidade, uma medida implementada pela anterior direção da Associação de Carnaval da Bairrada, Micael Lourenço confessa “ser uma mais valia para a Mealhada e para o comércio”, contudo, afirma que “em termos de espetáculo, no sambódromo conseguíamos apresentar outra dimensão com as alegorias maiores”.

“Eu acho que é muito mais gratificante e acolhedor porque temos uma maior proximidade com o público”, acrescenta Inês Almeida. Ideia partilhada pela presidente da direção da escola, Fátima Lopes, que afirma: “Eu desfilei antes e estou a desfilar novamente. Passei pelas três situações do Carnaval e realmente voltar ao centro da cidade é emocionante”.

Com os preparativos a decorrerem dentro da normalidade, Micael Lourenço explica que “a parte financeira atrasa sempre tudo, porque faz com que os preparativos comecem a desenrolar-se muito lentamente”.

Em mais um ano de desfile na avenida, a Real Imperatriz conta ainda, e como habitualmente, com a participação dos utentes do Centro de Santo Amaro da Associação Portuguesa dos Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Anadia. “Venham ver as surpresas que nós temos após muitos meses de trabalho e de noites mal dormidas”, apelam os dirigentes.

 

 

Mónica Sofia Lopes