A Câmara da Mealhada aprovou, com os votos contra da oposição, o orçamento municipal para 2020, no valor de vinte e um milhões e trezentos mil euros. No próximo ano, o executivo, liderado por Rui Marqueiro, prevê iniciar um conjunto de obras de remodelação e reconstrução, uma política que a coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada” diz “ignorar as empresas e continuar a afastar-se das associações e Instituições Particulares de Solidariedade Social”, alegando ainda “esquecer algumas freguesias”.

O relatório do orçamento começa por explicar que, no ano de 2019, estiveram em fase de conclusão obras tornadas indispensáveis face aos estragos do Furacão Leslie”, como foi o caso da intervenção na Mata do Bussaco, “com a execução do contrato-programa assinado com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas” e das coberturas dos Estaleiros Municipais e do Pavilhão da Mealhada, que a Autarquia espera concluir até ao final do ano.

Relativamente a obras em curso, a Câmara Municipal dará continuidade à Estação de Tratamento de Águas Residuais da Mealhada, tencionando terminar, no próximo ano, os Mercados da Pampilhosa e Mealhada, bem como as intervenções na Escola Secundária e nos Jardins de Infância de Casal Comba, Canedo e Carqueijo.

Para 2020, o executivo camarário mealhadense pretende também iniciar a remodelação da Piscina Municipal da Mealhada (58.600 euros); a reconstrução do antigo cinema do Luso (151 mil euros); as obras do Parque de Estacionamento do Luso (21.525 euros); intervir no equipamento da Casa Municipal da Criatividade e Juventude em Ventosa do Bairro (50 mil euros); adquirir o equipamento «Esplanada» no Jardim Municipal da Mealhada (100 mil euros); recuperar o Chalet de Santa Teresa e as antigas Garagens do Palace no Buçaco; assim como reconstruir o Chalet Suíço na Pampilhosa (55.350 euros); e controlar as fachadas da antiga Fábrica das Devesas (50 mil euros).

Por outro lado, a autarquia tenciona lançar as obras dos regadios de “Luso – Vacariça – Mealhada” e de “Santa Cristina” e ainda iniciar “uma importante obra de infraestruturas de abastecimento de água que consiste no controlo e redução de perdas no concelho e ainda a reabilitação parcial das redes de água de Barcouço, Luso, Várzeas, Ventosa do Bairro e Barregão”, um investimento de um milhão e seiscentos mil euros, que será comparticipado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos em cerca de quatrocentos e cinquenta mil euros.

O início da obra de Regeneração Urbana na Mealhada e do novo edifício dos Paços do Concelho estão também previstos nos documentos previsionais para o ano de 2020. Nas notas finais, lê-se ainda que a Câmara continuará “a apostar na defesa da floresta” e a levar a cabo a Feira do Município da Mealhada (FESTAME), com gratuitidade de entradas.

Mas para a oposição, e à semelhança dos anos anteriores, o voto continua a ser desfavorável. “Distanciamo-nos, uma vez mais, das obras propostas e do foco orçamental, por entendermos que continua a distanciar-nos do progresso económico essencial face a territórios com os quais temos que competir e que não se circunscrevem às nossas redondezas”, afirmou Hugo Silva, acrescentando que “é um orçamento que ignora as empresas; continua a afastar-se das associações e IPSS; e esquece algumas freguesias”.

 

Mónica Sofia Lopes