O Parque das Artes, na Curia, no concelho de Anadia, recebe, durante dez dias, os pintores Juan Domingues, Xana Abreu e Victor Costa e ainda o escultor Pedro Figueiredo, no âmbito do projeto “Dialoga com as Artes”, que termina esta quarta-feira, dia 31 de julho. O motivo? Um programa cultural, promovido pela Sociedade das Águas da Curia, que pretende, por um lado, fornecer inspiração aos artistas num ambiente idílico; e, por outro, proporcionar aos visitantes do Parque verem de perto o trabalho de pintores e escultores reconhecidos, nacional e internacionalmente.

“Foi um desafio que nos fizeram, através de um convite, para estarmos aqui a dinamizar este espaço centenário durante dez dias”, começou por explicar, ao nosso jornal, Xana Abreu, acrescentando que “ali” estão a ser preparados “os trabalhos profissionais”, cada um com o seu objetivo.

Quem por ali passa sente curiosidade. “Tivemos aqui pessoas de vários pontos do país, que seguem o nosso trabalho, e vieram de propósito visitar-nos a este espaço maravilhoso”, acrescentou ainda a pintora, enfatizando que “as pessoas aprendem connosco e nós com elas”.

“Ao estar aqui estamos assumir uma partilha e a convidar, quem passa, para nos ver a trabalhar, o que por si só já é uma experiência muito pouco usual”, disse também Victor Costa, cujo o seu trabalho, durante os dez dias, é o de retratar um dos espaços do Parque.

Ao «Bairrada Informação», Juan Domingues relembra que “o processo criativo de um pintor é sempre muito solitário” e que a iniciativa tem também importância “por estarem juntos num grupo de artistas”, cuja finalidade é a mesma: produzir arte.

Uma iniciativa, que se poderá replicar nos próximos anos, havendo ainda a possibilidade de os trabalhos elaborados nos últimos dias virem a ser alvo de uma exposição na Curia.

A marca do escultor Pedro Figueiredo no Parque das Artes será a mais evidente com a escultura de uma mulher a estar a ser construída envolta a uma das árvores do referido local. “Esta será uma escultura sempre em transformação, uma vez que a árvore se vai apropriar do que não é dela e todos anos a imagem será diferente”, explicou ainda Pedro Figueiredo, sobre uma peça em gesso que será realizada em bronze e fixada no mesmo local da do atual molde.

Em simultâneo com o programa cultural, que está a acontecer no Parque das Artes, realiza-se também o educativo, pelas “mãos” do Colégio da Curia, um conjunto de atividades que acontecem durante todo o ano, mas se intensificam nos meses de julho a setembro.

São também estas crianças quem tem proporcionado momentos “únicos” aos quatro artistas. “É impressionante a forma como interpretam as nossas peças e as perguntas, bastante pertinentes, que nos colocam”, elogiam os artistas, sobre os mais novos que passam os meses de verão a dinamizar o Parque, ora através de atividades radicais, com a Margens, ora na aprendizagem de artes circenses com a companhia Lanterna Mágica. “Sem saírem do Parque são inúmeras as atividades que aqui têm e fazem. É a casa deles…”, concluiu, Maria Manuel Vicetro, diretora do Colégio da Curia.

 

Mónica Sofia Lopes