A proposta do projeto de regulamento do Orçamento Participativo, aberto a toda a população a partir dos dezasseis anos de idade, no Município de Anadia foi aprovada, por unanimidade, pelo executivo camarário, na manhã de 20 de março. O documento seguirá para consulta pública.

Depois do Orçamento Participativo Jovem, Anadia quer alargar a medida a toda a comunidade, a partir dos dezasseis anos de idade. “Foi elaborado um regulamento que define as regras de operacionalização e que irá para discussão pública para recolha de contributos”, referiu Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia.

O regulamento, segundo Lino Pintado, vereador na Autarquia, terá decisões anuais no que diz respeito aos valores financeiros e à adopção, ou não, de áreas temáticas. “É um orçamento aberto a toda a população, sem restrição máxima de idade e com mínima de dezasseis anos”, enfatizou.

Também o vereador Ricardo Manão salientou que será criada uma plataforma digital para a votação no Orçamento Participativo, mas que serão também disponibilizados apoios, pelo concelho, para dar possibilidade às pessoas que não têm como participar em casa de o fazerem, “salvaguardando a privacidade na hora da votação”.

A proposta foi aprovada por unanimidade.

Na sessão estiveram presentes alguns munícipes, nomeadamente um da Rua do Outeiro, na Moita, que lamentou a “falta de pressão de água” na referida via, que diz ser sentida por todos os moradores. “Ainda no domingo foi um canalizador a minha casa que disse que eu apenas tenho um quilo de pressão”, afirmou. Um valor que leva o munícipe a procurar meios para obtenção de pressão, que garante lhe fazerem gastar cerca de cento e vinte euros de luz, todos os meses, “numa casa, de rés-do-chão e primeiro andar, onde vivem apenas três pessoas”.

“A Junta tem conhecimento e ainda há quinze dias lá estive. Foi me dito que o problema ia ser resolvido”, declarou, acrescentando, contudo, “não acreditar!”.

Teresa Cardoso afirmou “não ter conhecimento de nada”, mas explicou que “não é a Junta que tem capacidade para fazer essa gestão”. A autarca concluiu ainda “ir pedir aos serviços técnicos da Câmara para fazerem uma avaliação e tentarem perceber o que se passa”.

 

Mónica Sofia Lopes