A segunda sessão do “Quintas no Museu – Histórias de Vida – 2019”, agendada para o dia 21 de março, pelas 21h 30m, vai ser dedicada à grande diva do fado, Amália Rodrigues, onde vai estar em destaque a sua vida e carreira.

No auditório do Museu do Vinho Bairrada estarão presentes representantes da Fundação Amália Rodrigues/Casa-Museu Amália Rodrigues, que desvendarão alguns dos episódios e curiosidades do percurso desta grande fadista, com registos de memória contados por alguns daqueles com quem Amália conviveu e que hoje preservam o acervo histórico desta figura maior do fado e da cultura portugueses.

De referir que o projeto “Quintas no Museu – Histórias de Vida”, com uma periodicidade mensal, é promovido pela Câmara Municipal de Anadia, e conta com a presença de diversas personalidades oriundas de vários universos, desde o desporto, passando pela música até ao mundo empresarial.

Na primeira sessão deste ano, realizada no passado mês de fevereiro, esteve em destaque a atleta Aurora Cunha que partilhou alguns dos factos e memórias que marcaram a sua vida e a sua carreira desportiva.

As entradas são livres, mas limitadas à capacidade da sala.

 

Aurora Cunha partilhou histórias e memórias da sua vida desportiva

Recorde-se que Aurora Cunha foi a primeira convidada da terceira edição 2019 do “Quintas no Museu – Histórias de Vida” que decorreu, no passado dia 28 de fevereiro, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia.

A atleta portuguesa de corta-mato, meio-fundo e fundo, campeã mundial de estrada em três anos consecutivos (1984 a 1986), conquistou as maratonas de Paris, Tóquio, Chicago e Roterdão, e representou Portugal em três Jogos Olímpicos, partilhou algumas das histórias e memórias que marcaram a sua vida desportiva, numa conversa que foi moderada pelo jornalista Teófilo Fernando.

O “bichinho” do atletismo despertou na vida de Aurora Cunha, aos 15 anos, quando participou, pela primeira vez, numa corrida com rapazes, num domingo à tarde, na sua terra natal, Ronfe, e que ganhou, corria então o ano de 1975. A partir daí, um mecânico-serralheiro, apercebendo-se do seu potencial, decidiu fundar o clube Juventude de Ronfe, onde foi inscrita como atleta e a participação em provas foi surgindo paulatinamente.

Recordou ainda algumas das memórias da sua carreira enquanto atleta do Futebol Clube do Porto, nomeadamente dos vários recordes batidos e dos títulos mundiais que conquistou em meio fundo, fundo e nas maratonas.

O ano de 1984, ano em que se sagrou Campeã Mundial de Estrada, em Madrid, foi “um grande marco histórico na minha vida e uma viragem na minha carreira como atleta”, sublinhou Aurora Cunha. A partir desse momento passou a apostar mais nas provas de estrada, uma vez que até esta data, realizava apenas provas de pista.

“Vivi uma geração fantástica. Sinto-me orgulhosa com o meu percurso. Ganhei tudo o que havia para ganhar menos os Jogos Olímpicos”, afirmou, confessando que, neste aspeto, “foi uma frustração muito grande, uma derrota muito difícil para mim, um grande sofrimento ter desistido na maratona dos Jogos Olímpicos na Coreia do Sul”.

“Foram 25 anos de carreira, com muitas vitórias, em que dei mais ao país do que o país me deu a mim”, rematou Aurora Cunha.

 

Fonte: Município de Anadia