A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) promoveu, até a madrugada desta sexta-feira, 22 de março, uma ação de fiscalização de transporte de mercadorias e produtos alimentares e não alimentares, de âmbito nacional, com o intuito de garantir a qualidade na distribuição de retalho, aquela que chega ao consumidor final. Na tarde de ontem, dia 21, Pedro Portugal Gaspar, inspetor geral da ASAE, acompanhou, na Malaposta, no concelho de Anadia, uma das fiscalizações rodoviárias.

Começou pelas 19 horas, em Valência de Minho e só terminou às 2 horas da madrugada de hoje, depois de trinta horas, sessenta pontos do país, oitenta brigadas e mais de cento e sessenta inspetores, ao «Bairrada Informação», Pedro Portugal fez um balanço positivo desta “grande operação”. “Até agora (cerca das 15 horas de 21 de março), as mil e quatrocentas fiscalizações resultaram em dois processos-crime, um de contrafacção e outro de abate clandestino, e vinte e nove processos de contra-ordenação”, referiu o inspetor geral da ASAE, garantindo que “a taxa de incumprimento é relativamente baixa, uma vez que os operadores estão cada vez mais conscientes das suas obrigações”.

A operação, de rotina, e sem carácter extraordinário, visou, principalmente, o controlo alimentar, nomeadamente, “a temperatura, o condicionamento e as regras de higiene”, mas também “as guias de transporte”.

Pedro Portugal disse ainda que, na manhã de ontem, na zona da Grande Lisboa, foi feita uma apreensão de cinquenta e duas toneladas de pescado, que estava “em boas condições e seguiu o seu percurso para o consumidor”. “Isto também nos deixa satisfeitos, quando as coisas correm bem, mas era uma responsabilidade muito grande se não estivessem e fossem disseminados, pelo retalho, cinquenta e duas toneladas de pescado sem as devidas condições”, declarou.

A ação, que o «Bairrada Informação» assistiu, decorreu na rotunda da Malaposta (Anadia), em pleno Itinerário Complementar 2, num acesso onde circulam muitos veículos de transporte de mercadorias com destino a cidades centrais como Coimbra, Aveiro e Porto. “Normalmente, fazemos duas grandes ações, como esta, por ano, mas muitas do género de âmbito regional”, concluiu ainda Pedro Portugal.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografias de JOSÉ MOURA