O executivo da Câmara Municipal da Mealhada não deverá assumir, em 2019, a transferência da competência, do Governo para o Município, no domínio da saúde. “Acho que isto é um buraco negro e não estou disposto a subscrevê-lo”, referiu Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada. Voto idêntico tem também a oposição.

O autarca referiu ainda que da análise que fez “dos últimos decretos que foram propostos (Educação, Saúde, Cultura, Protecção e Saúde Animal e Segurança dos Alimentos), tenho ideia que só devemos aceitar o da Educação”.

O decreto-lei será votado na reunião de 18 de Março, mas Hugo Silva, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, apresentou uma declaração sobre o assunto, afirmando que a transferência na área da saúde “merece a maior desconfiança”. “É curta no alcance, curta no orçamento, curta na ambição de descentralização” e pode representar “um risco real para o Município”, disse o vereador da oposição, lamentando também que se esteja “a caminhar a passos largos para a metade de 2019” e ainda se esteja “a votar transferências”.

Também na mesma reunião foi aceite o pedido de utilização do antigo “Posto da Polícia” (junto ao Parque da Cidade da Mealhada), por parte da Docealhada, tendo o executivo deliberado um período de um ano.

 

MSL